quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Conselho da cidade estuda impacto econômico da automatização do Porto de Long Beach

          O Conselho da Cidade de Long Bech, na Califórnia, determinou ao Departamento Portuário que realize um estudo sobre o impacto econômico da automatização portuária no complexo municipal. Os conselheiros votaram por unanimidade, 8 a 0, para a realização da verificação em uma reunião. Segundo, a administração portuária, está será a última de uma série de estudos e propostas legislativas relacionadas com a automação a partir de um esforço por parte da ILWU (Internactional Longshore and Warehouse Union), para evitar que a APM Terminals instale equipamentos robóticos no seu terminal do Molhe 400, no Porto de Los Angeles, informou a American Shiper.
          O conselheiro de Long Beach, Rex Richardson, disse que o Porto de Long Beach, o segundo maior porto de contêineres dos Estados Unidos no ano passado, é um motor econômico para a região e que a transição para a automatização no terminal deixa muita gente nervosa. O enorme Terminal de Contêineres de Long Beach é um dos mais automatizados do país. Em abril, foi adquirido por um consórcio liderado pela Macquarie Infrastructure Partners depois que o governo federal exigiu a venda do terminal como condição para a compra do Orient Overseas Container Line e sua empresa matriz por parte da Cosco Shipping Holding.
          Segundo Richardson, a cidade quer saber se é provável que os níveis mais altos de automatização no Porto de Long Beach serão uma conversão de cinco a 40 anos e se a automatização se realizará completamente, e o que isto significa. O prefeito Robert Gacia disse que não há indústria mais importante para Long Beach que o porto e que a discussão sobre a automatização portuária é realmente uma discussão mais ampla sobre como será o futuro do trabalho no país e no mundo.
          Mario Cordero, diretor executivo do Porto de Long Beach, afirmou que o Conselho da Cidade examinou o assunto e determinou a elaboração de um informe sobre o tema. Estamos dispostos a ajudar e facilitar este processo em tudo o que pudermos. Entretanto, seguimos centrados na excelência operativa diária, já que estamos comprometidos a fazer do Porto um motor econômico ainda mais forte para a cidade, o Estado e o país.
Chad Lindsay, vicepresidente de relaciones laborales de la Asociación Marítima del Pacífico, que representa a los empleadores de los miembros de ILWU, dijo que el estudio debería considerar temas como el impacto de la automatización en la posición competitiva de los puertos de Long Beach y Los Ángeles, en particular para la "carga discrecional" que puede moverse a través de más de un puerto hasta su destino final. Dijo que un estudio del PMA mostró que los empleos de 68.000 trabajadores dependen directamente de este tipo de carga.
Algunas estimaciones
El economista Jock O'Connell señaló en un artículo publicado en el boletín mensual de la Pacific Merchant Shipping Association, West Coast Trade Report, que la proporción de importaciones en contenedores procedentes de Asia oriental que se desplazan a través de los puertos de la costa oeste ha disminuido en los últimos 15 años, a pesar de que los volúmenes de carga han aumentado.
Citando cifras del Departamento de Comercio de Estados Unidos, dijo que en 2003 el 57,4% de las importaciones de Estados Unidos provenientes del este de Asia por peso y el 63,2% por valor se movieron a través de los puertos combinados de Los Ángeles y Long Beach, pero que el año pasado esa participación había disminuido a 45,4% por peso y 53,5% por valor.
Añadió que la disminución también se refleja si se observa la participación colectiva de los dos puertos en las importaciones de contenedores en los puertos de los Estados Unidos procedentes de todos los socios comerciales del mundo: 32,2% en peso y 44,1% en valor en 2013 y 29,5% en peso y 37,4% en valor en 2018.
Chad Lindsay también instó al puerto a estudiar cómo una disminución en la participación de mercado podría crear un riesgo financiero para la ciudad y el puerto en relación con el Corredor de la Alameda y los bonos emitidos para su construcción.
También dijo que el estudio debería considerar el papel de la automatización para ayudar a los puertos de Los Ángeles y Long Beach a cumplir con las metas ambientales.
Rich Dines, un empleado de la marina de ILWU y antiguo miembro de la Comisión del Puerto de Long Beach, junto a otros oradores sostuvo que las terminales automatizadas no son más productivas que las instalaciones donde miembros de ILWU operan equipos. Algunos oradores señalaron una encuesta de McKinsey de 2018 en la que los consultores de gestión afirmaron que "indica que los gastos de explotación en los puertos automatizados disminuyen, pero sólo entre un 15 y un 35%. Peor aún, la productividad en realidad cae, entre un 7 y un 15%".


Setor de máquinas e equipamentos cresce 2,4% em julho


          A indústria brasileira de máquinas e equipamentos recuou 5,2% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas teve crescimento de 2,4% na comparação com junho deste ano, totalizando R$ 6,953 milhões de receita líquida total. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
           Segundo a Abimaq, o crescimento acumulado neste ano encolheu mais um pouco, caindo de 3,9%, observado no encerramento do semestre para 2,4% até o mês de julho. De acordo com a instituição, o baixo crescimento em julho é influenciado principalmente pelo mercado doméstico, que encolheu tanto em relação ao mês anterior (9,8%) quanto sobre o mesmo mês de 2018 (-17,2%). No acumulado entre janeiro e julho, porém, o setor cresceu 5,8%.
          A balança comercial do setor teve saldo negativo de US$ 828,69 milhões em julho, o que representou recuo de 15,9% em comparação ao mesmo mês do ano passado, mas as exportações cresceram, atingindo US$ 846,24 milhões, incremento de 24,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Por coincidência, também houve aumento de 24,1% em relação a junho. As importações também cresceram em julho, 11,1% em relação a junho e 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.
           Para a Abimaq, o crescimento das exportações foi reflexo das vendas de máquinas e equipamentos para o Paraguai e para a Holanda, que juntos contribuíram para reduzir a queda acumulada em 2019, de -7,1% no semestre para -3,2% até o mês de julho. As vendas para a América Latina, que, no passado, chegaram a superar a marca de 50% do total exportado pelo setor, vêm apresentando retração contínua e, em 2019, chegaram a 31,9%.
           Esse cenário reflete, principalmente nos últimos dois anos, a crise no mercado argentino, que levou as aquisições de máquinas a recuar de 15% das vendas externas nacionais, em 2017, para 6% neste ano. "Em 2017 exportávamos US$1,4 bilhões e hoje exportamos R$ 600 milhões, 50% abaixo do que  exportávamos. E a expectativa não é boa: provavelmente vamos fechar o ano com esse nível baixo", disse a gerente de Competitividade, Economia e Estatística, Maria Cristina Zanella.
       Maria Cristina disse esperar para este ano expectativa de crescimento entre 3% e 4%. "Nós iniciamos o ano com uma expectativa melhor, com crescimento da ordem de 5%, mas os números mostraram que vamos fechar o ano em 3% ou 4%."
           A Abimaq atribui a queda na expectativa a uma série de fatores. "Uma combinação de mercado doméstico com mercado internacional desaquecido, o que comprometeu as nossas vendas. No mercado doméstico, temos visto maior dificuldade de novos investimentos. É com base neste cenário, que prevemos crescimento um pouco abaixo do que se esperava", acrescentou Maria Cristina.
          O balanço divulgado hoje demonstra ligeiro crescimento do emprego, com 0,6% em julho e crescimento de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Até o mês passado foram criados 8 mil postos de trabalho. Atualmente, o setor emprega 309 mil colaboradores.
          Segundo o presidente da entidade, João Carlos Marchesan, os números divulgados hoje não são bons, mas o país tem capacidade para ser bem melhor. "Precisamos fazer com que a indústria volte a crescer, principalmente a indústria de bens de capital – hoje, o salário de um empregado da indústria de bens de capital está 86% maior do que a média nacional, o que gera renda, e precisamos de emprego no país para destravar o crescimento", afirmou. 

Posidonia Bravo realiza 1ª operação de descarga de navio multi-propósito em Salvador


           O Posidonia Bravo realizou nesta terça-feira (27), no cais do Porto de Salvador (BA), a primeira operação de descarga da embarcação multi-propósito. O navio desembarcou aproximadamente 2000 t toneladas de litotâmnio, material extraído no mar usado como fertilizante em atividades agrícolas.
           A companhia de navegação informa que tem como objetivo atender o aumento de demanda de seu cliente, a Primasea, que atua no mercado de nutrição vegetal e animal. O carregamento é feito por um sistema desenvolvido pela empresa, composto por bombas e esteiras.
          A Posidonia esclarece que a primeira viagem servirá para ajustes nos equipamentos, possibilitando melhor posicionamento para extração. "A extração do mineral se dá na costa de Salvador.
           Depois da extração, o mineral é transportado para o porto para ser descarregado e segue de caminhão para a fábrica do cliente", explicou o sócio-diretor da Posidonia, Abrahão Salomão. O navio, que iniciou atividades há cerca de um mês, tem capacidade de 3000 toneladas.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Estudo do Fórum Econômico Mundial revela que maioria das profissões em 2030 ainda não existem, inclusive nas áreas de logística


          O Fórum Econômico Mundial divulgou estudo revelando que até 2030, muitas das funções atualmente utilizadas nas empresas terão mudado. O relatório apontou que até 2030 entre 75% e 85% das profissões mais procuradas ainda não existem hoje e entre elas se destacam atividades no segmento de comércio exterior, transporte e logística.
          A análise do Big Data, Internet das Coisas, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial e a capacidade de resolver problemas complexos, exigirá mão de obra qualificada com formação especializada e uma base muito prática. Aqueles que optam por carreiras STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) “terão sucesso.”, segundo a Adecco. Ou seja, buscam-se perfis que integrem conhecimento científico, tecnológico, matemático e de engenharia.
          A Adecco fez, assim, a sua análise e divulga alguns dos que são os possíveis empregos do futuro:
  • Especialistas em clima e meio ambiente: devemos cuidar dos recursos naturais. Não há planeta B. Novos negócios serão projetados, tais como controladores da pegada de carbono, agricultores verticais de culturas hidropônicas, forças de segurança contra eco-delinquentes …
  • Piloto e controlador aéreo de drones (foto): atualmente usamos drones para tarefas de pesquisa e manutenção, estamos dando os primeiros passos no uso comercial com tarefas de distribuição e transporte, o que abre uma ampla gama de possibilidades para uso futuro.
  • Especialistas em Impressão 3D: A gestão de impressoras 3D não será exclusiva do mundo da construção e arquitetura ou indústria. Os avanços na medicina beneficiarão da ajuda de profissionais de impressão 3D.
  • Especialistas em tráfego automatizado e veículos sem motorista: Engenheiros especializados capazes de projetar veículos de nanotubo de carbono leve ou modelos básicos de transporte, como bicicletas sem pedais, assim como criadores de experiência para viajantes. O mundo dos transportes passará por uma grande transformação.
  • Intérpretes de Big Data: Existem atualmente mais de 5,5 milhões de máquinas interconectadas. Até 2030, espera-se que existam mais de 50 milhões. Controlar tudo isso exigirá especialistas multidisciplinares com capacidade de trabalhar em equipa e com conhecimento na análise de Big Data.
  • Especialistas em criptomoedas: dos aspetos legais à segurança através de investidores ou credores. O mundo das criptomoedas irá assumir uma elevada importância no futuro próximo.


Ministra da Agricultura visitará quatro países árabes em setembro


          A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirmou nesta segunda-feira (26) a primeira viagem a três países árabes em setembro. Ficou definido que de 14 a 23 do próximo mês, a comitiva brasileira passará por Egito, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes. Um dos objetivos é incrementar as relações comerciais, disse a ministra.

          “O Brasil tem condições de ampliar o fornecimento de diversos produtos agrícolas já importados pela Liga Árabe, mas que ainda tem representação ínfima na pauta de exportação brasileira para seus países. É como o caso do algodão, cacau e das frutas secas ou frescas, como goiaba, manga e limão”, disse a ministra, em palestra sobre a importância dos países árabes para a agricultura brasileira, na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, em São Paulo.

          De acordo com a ministra, o Brasil está familiarizado com as exigências dos mercados árabes. “Os seus consumidores conhecem e aprovam os nossos produtos. E orgulhamo-nos de ser hoje um dos maiores exportadores de proteína halal de todo o mundo”, destacou.

          Tereza Cristina também confirmou a presença na Anuga, feira mundial do setor de alimentos e bebidas, que acontecerá em outubro, na cidade de Colônia, na Alemanha. Na ocasião, ela deverá se reunir com empresários alemães e com a ministra da Agricultura da Alemanha, Julia Klöckner.

          “Temos vários convênios que já estão sendo tratados entre o Ministério da Agricultura brasileiro e o ministério da Agricultura alemão", ressaltou. Ela também disse que irá a Genebra, participar de reunião na Organização Mundial do Comércio (OMC).