O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e
serviços produzidos no país, caiu 0,2% no primeiro trimestre deste ano,
na comparação com o último trimestre de 2018. A queda ocorreu depois de
altas de 0,5% no terceiro e de 0,1% no quarto trimestres do ano passado.
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira
cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e
0,9% no acumulado de 12 meses.
Os dados mostram que, do último trimestre de 2018 para o primeiro
trimestre de 2019, a queda de 0,2% foi puxada por um recuo de 0,7% no
setor industrial. As principais atividades em queda foram a indústria
extrativa mineral (-6,3%), construção (-2%) e indústrias da
transformação (-0,5%).
A agropecuária também teve queda (-0,5%). Os serviços tiveram taxa
positiva de 0,2% no período, evitando uma queda mais acentuada da
economia.
Sob ótica da demanda, a queda foi puxada pela formação bruta de capital
fixo, isto é, os investimentos, que caíram 1,7% do último trimestre de
2018 para o primeiro trimestre deste ano. As exportações também caíram
(-1,9%).
Ao mesmo tempo, os consumos do governo e das famílias cresceram 0,4% e
0,3%, respectivamente. As importações tiveram alta de 0,5%.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
Encontro de ministros no Chile é encerrado com destaque para a produção sustentável
A 37ª Reunião do Conselho Agropecuário do Sul
(CAS) terminou nesta quarta-feira, 29, no Palácio de La Moneda, em Santiago, no Chile,
com a divulgação de nove Declarações Ministeriais, abordando temas como eixos estratégicos da região, mudanças climáticas, peste suína e apicultura. A ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, destacou a importância de debater a produção sustentável dos países do bloco, formado por Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
“Os temas aqui propostos são importantes para os cinco países que estiveram nessa reunião e vamos continuar seguindo com uma agenda muito importante. Além das agendas anteriores de sanidade, que são temas caros aos países, temos hoje uma pauta maior, que é a produção sustentável deste bloco da região sul”, disse a ministra brasileira.
No encerramento, o ministro de Agricultura do Chile, Antonio Walker, que assumiu a presidência pro tempore do grupo, também destacou a importância da sustentabilidade no setor. “Queremos seguir abrindo mercado, produzindo alimentos saudáveis com uma agricultura sustentável”. Segundo ele, o foco no próximo ano será o cooperativismo, já que o setor agrícola dos países do CAS tem forte presença de pequenos produtores e da agricultura familiar.
com a divulgação de nove Declarações Ministeriais, abordando temas como eixos estratégicos da região, mudanças climáticas, peste suína e apicultura. A ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, destacou a importância de debater a produção sustentável dos países do bloco, formado por Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
“Os temas aqui propostos são importantes para os cinco países que estiveram nessa reunião e vamos continuar seguindo com uma agenda muito importante. Além das agendas anteriores de sanidade, que são temas caros aos países, temos hoje uma pauta maior, que é a produção sustentável deste bloco da região sul”, disse a ministra brasileira.
No encerramento, o ministro de Agricultura do Chile, Antonio Walker, que assumiu a presidência pro tempore do grupo, também destacou a importância da sustentabilidade no setor. “Queremos seguir abrindo mercado, produzindo alimentos saudáveis com uma agricultura sustentável”. Segundo ele, o foco no próximo ano será o cooperativismo, já que o setor agrícola dos países do CAS tem forte presença de pequenos produtores e da agricultura familiar.
“A única forma de transformar o pequeno produtor em
grande é trabalhar em equipe e romper o individualismo para que ele tenha
volume, economia de escala e possa se incorporar ao mercado internacional”,
defendeu ele.
O secretario de Agroindustria da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, lembrou o potencial dos países do CAS para conquistar novos mercados “Aqui, mais que em outros lugares, é onde podemos incrementar a produção de alimento. Muitas partes do mundo já estão esgotadas e não podem aumentar a produção, mas o nosso caso é diferente, pois temos superfície, temos água e sobretudo temos o talento dos nossos produtores que têm o desafio de produzir alimentos saudáveis de uma maneira amigável com o meio ambiente”, ressaltou.
No segundo dia de encontro, os ministros apresentaram os principais eixos das políticas de cada país e os eixos temáticos estratégicos da região, com foco na competitividade do setor agropecuário regional, promovendo uma agricultura sustentável, a inserção nas cadeias agroalimentares regionais e o fortalecimento do desenvolvimento rural territorial.
O CAS é um fórum de consulta e coordenação de ações regionais, integrado pelos ministros de agricultura da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Os objetivos são definir prioridades da agenda agropecuária, adotar posições sobre temas de interesse regional e articular a adoção das ações acordadas. O encontro, realizado no Palácio de La Moneda, também contou com a participação do ministro de Agricultura e Pecuária do Paraguai, Denis Lichi; do ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Enzo Benech, e do coordenador Regional do IICA para a Região Sul, Caio Rocha.
O secretario de Agroindustria da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, lembrou o potencial dos países do CAS para conquistar novos mercados “Aqui, mais que em outros lugares, é onde podemos incrementar a produção de alimento. Muitas partes do mundo já estão esgotadas e não podem aumentar a produção, mas o nosso caso é diferente, pois temos superfície, temos água e sobretudo temos o talento dos nossos produtores que têm o desafio de produzir alimentos saudáveis de uma maneira amigável com o meio ambiente”, ressaltou.
No segundo dia de encontro, os ministros apresentaram os principais eixos das políticas de cada país e os eixos temáticos estratégicos da região, com foco na competitividade do setor agropecuário regional, promovendo uma agricultura sustentável, a inserção nas cadeias agroalimentares regionais e o fortalecimento do desenvolvimento rural territorial.
O CAS é um fórum de consulta e coordenação de ações regionais, integrado pelos ministros de agricultura da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Os objetivos são definir prioridades da agenda agropecuária, adotar posições sobre temas de interesse regional e articular a adoção das ações acordadas. O encontro, realizado no Palácio de La Moneda, também contou com a participação do ministro de Agricultura e Pecuária do Paraguai, Denis Lichi; do ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Enzo Benech, e do coordenador Regional do IICA para a Região Sul, Caio Rocha.
Still lança empilhadeiras com tecnologia hidrodinâmica
A Still apresentou o novo RC42, um contrapesado a diesel com tecnologia hidrodinâmica com capacidades de carga de 1,5 a 5 toneladas. O equipamento chega ao mercado para completar a gama de contrapesados da marca.
O RC42, concebido para ser utilizado ao ar livre, destaca-se pela sua robustez e por simplificar ao máximo o trabalho de manutenção. Com uma velocidade de deslocação de até 22 km/h e capacidade de superar inclinações até 20%, este empilhador é a opção ideal para o transporte de mercadorias em áreas de carga e zonas de construção. Os perfis finos do mastro e o painel de instrumentos de baixa altura garantem boa visibilidade e um transporte seguro da carga.
Desenvolvido para oferecer uma excelente relação preço-desempenho, o RC42 é ideal para utilizadores cujas tarefas de rotina não impliquem grandes exigências, no entanto não abdicam da fiabilidade e das vantagens de um empilhador Still. A tecnologia de transmissão hidrodinâmica, também conhecida como conversor de torque, oferece facilidade de condução, pois é precisa e sensível e ao mesmo tempo muito robusta.
Para além do benefício proporcionado pelo sistema de cabine totalmente suspensa, que minimiza as vibrações de pisos irregulares e maximiza o conforto dos condutores mesmo em dias longos, a cabine do condutor está equipada com um visor multifunções, pedal de travão, alavancas hidráulicas confortáveis à direita do operador, seletor eletrônico de velocidades e volante ajustável de pequeno diâmetro para máxima manobrabilidade.
O capô do motor demonstra a atenção e o cuidado que a Still prestou a todos os aspetos da construção e design. Fabricado em metal para garantir maior resistência e funcionalidade em todas as condições de utilização, está equipado com uma abertura prática de mais de 90º e foi desenvolvido para absorver os ruídos gerados pelo motor de combustão.
Superávit do governo central cai 28,3% em abril em relação ao mês anterior
A queda
de receitas em abril fez o superávit primário do Governo Central (Tesouro
Nacional, Previdência Social e Banco Central) cair em abril. No mês passado, as
contas ficaram positivas em R$ 6,537 bilhões, contra R$ 8,684 bilhões em abril
de 2018. O resultado foi 24,7% menor que o do mesmo mês do ano passado.
O superávit primário é o resultado
positivo nas contas do governo desconsiderando o pagamento de juros da dívida
pública. O resultado veio abaixo das expectativas dos analistas de mercado. Na
pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todo mês pelo Ministério da Economia, as
instituições financeiras estimavam superávit primário de R$ 10,5 bilhões para
abril.
Nos quatro primeiros meses do ano, o
Governo Central acumula déficit primário de R$ 2,748 bilhões. Esse é o melhor
resultado para o período desde 2015 (superávit de R$ 13,581 bilhões). O Tesouro
prevê que fechará 2019 com déficit primário de R$ 139 bilhões. No fim de março,
o governo teve de contingenciar (bloquear) R$ 30 bilhões do Orçamento para
atingir essa meta.
Em abril, as receitas caíram por
causa da queda da arrecadação de tributos. Mesmo com o crescimento da
arrecadação com royalties de petróleo (+25% em valores corrigidos pela
inflação), as receitas líquidas da União caíram 1,6%, descontando a inflação,
na comparação com abril do ano passado.
“A gente achava que a principal
limitação para os gastos fosse o teto de gastos, mas está sendo a queda de
arrecadação. Perdemos 0,5% do PIB [Produto Interno Bruto] de receitas líquidas
em relação ao valor aprovado no Orçamento”, disse o secretário do Tesouro
Nacional, Mansueto Almeida.
Os maiores recuos foram registrados
na arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins), com queda de 4,1%, descontada a inflação, e do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), com recuo de 12,6% também considerando a inflação.
Tradicionalmente, abril registra alta na arrecadação do Imposto de Renda, cujas
receitas subiram 8,4% acima da inflação em relação ao mesmo mês do ano passado.
As despesas discricionárias (não
obrigatórias) caíram R$ 1,32 bilhão (-18,2% descontada a inflação) em relação a
abril de 2018. Segundo o Tesouro, na maioria dos casos, a verba já estava
liberada, mas não chegou a ser executada, num processo chamado de empoçamento,
que soma R$ 14,6 bilhões não gastos em relação ao mesmo mês do ano passado.
No acumulado do ano, o ajuste fiscal
está ocorrendo pelo lado dos gastos. Até abril, as receitas líquidas caíram
0,4% considerando a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais acumulam queda de 0,8% também
descontando a inflação.
A Previdência Social registrou déficit de R$ 65,1
bilhões de janeiro a abril, valor maior que o do mesmo período do ano passado
(-R$ 61,5 bilhões). O déficit foi parcialmente compensado pelo superávit de R$
62,255 bilhões do Tesouro Nacional e de R$ 95 milhões do Banco Central,
resultando no superávit primário de R$ 6,537 bilhões.
Em relação às despesas, os gastos de
custeio (manutenção da máquina pública) caíram 6% no primeiro quadrimestre
descontada a inflação. As despesas com a Previdência Social subiram 2,2%, e os
gastos com o funcionalismo federal subiram 0,5%, descontado o IPCA.
O maior recuo, no entanto, foi
registrado nos investimentos federais (obras públicas e compra de
equipamentos), que somaram R$ 12,216 bilhões de janeiro a abril, com queda de
3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, descontada a inflação.
O Tesouro voltou a divulgar as
estatísticas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No primeiro
quadrimestre, o programa executou R$ 4,816 bilhões, com retração de 16,7% em
valores corrigidos pelo IPCA.
Projeto fertilizantes da Rumo bate recordes operacionais
Ao
completar um ano de operação, o projeto Fertilizantes idealizado pela Rumo,
maior operadora de ferrovias do país, em parceria com a JM-Link, registrou
novos recordes operacionais significativos de importação do produto. Em abril
de 2019, o navio Theresa Hebei atracou no Porto de Santos com mais de 72 mil
toneladas de fertilizantes da Companhia Belarusian Potash Company (BPC),
superando a marca de 71 mil toneladas registrada em novembro do ano passado.
Responsável por administrar o
principal corredor ferroviário de exportação de grãos do país, que conecta a
cadeia produtiva do Centro-Oeste ao Porto de Santos, a Companhia desenvolveu
uma estratégia comercial de round-trip (ciclo completo), onde parte dos vagões
descarregados com grãos no porto passaram a retornar carregados de
fertilizantes até o terminal da Rumo em Rondonópolis (MT). “Nossa projeção é
que, em 2019, ao redor de 50% do consumo de fertilizantes importados para o
Mato Grosso seja proveniente da ferrovia”, destaca Jose Eduardo Grandi
Cavalcanti, Executivo de Vendas da empresa.
Para 2019, a Rumo estima uma
movimentação de aproximadamente 2 milhões de toneladas de fertilizantes. O valor
equivale a quase 23 mil vagões, o que representa cerca de 50 mil viagens de
caminhões nas estradas com destino a Rondonópolis. Esta operação melhora o
custo logístico para os produtores rurais, aumenta a segurança nas estradas e
reduz a emissão dos poluentes no meio ambiente.
“O projeto trouxe uma alternativa
rentável para o mercado de importação, otimizando os custos logísticos por meio
da alta capacidade do modal ferroviário. A perspectiva para os próximos anos é
de seguir expandindo as operações neste segmento”, explica Cavalcanti.
Para viabilizar a operação de
fertilizantes, a Rumo em parceria com a JM-Link já investiu mais de R$ 200
milhões na infraestrutura do terminal. O complexo tem capacidade para
descarregar até 7,5 milhões de toneladas por ano, e é estruturado com duas
linhas ferroviárias que descarregam oito vagões ao mesmo tempo, duas correias
transportadoras independentes de 1.200 t/hora cada e capacidade estática de 64
mil toneladas. Visando o crescimento de acordo com a demanda e o plano de
crescimento, o terminal poderá chegar a 192 mil toneladas de capacidade
estática nos próximos anos.
quarta-feira, 29 de maio de 2019
UE adverte Reino Unido que não haverá renegociação de acordo do Brexit
A União Europeia (UE) não renegociará o acordo do Brexit definido com
a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse o presidente da
Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, nessa terça-feira (28), enquanto
crescem os temores de que o sucessor de May possa iniciar um confronto
com o bloco. O Brexit está completamente indefinido depois que May anunciou sua
renúncia, provocando uma disputa de liderança no Partido Conservador,
que poderá levar ao poder um novo primeiro-ministro que busque uma
ruptura mais decisiva com a UE.
Um dos candidatos, o secretário de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, disse que buscar um Brexit sem acordo seria um "suicídio político", uma reprimenda ao favorito, Boris Johnson, que disse na semana passada que o Reino Unido deveria deixar a UE com ou sem acordo até o fim de outubro.
Hunt, que votou para permanecer na UE no referendo de 2016 mas agora aceita o Brexit, disse que tentaria buscar um novo acordo que tiraria o Reino Unido da união alfandegária com a Europa, "respeitando preocupações legítimas" sobre a fronteira com a Irlanda.
A UE, no entanto, afirmou que não haverá renegociação. "Terei uma reunião breve com Theresa May, mas sou claro: não haverá renegociação", observou Juncker antes de um encontro de líderes da UE em Bruxelas. O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, disse acreditar que o risco de o Reino Unido sair do bloco sem um acordo de divórcio está crescendo. "Bem, há um risco crescente de não acordo. Há possibilidade de que o novo primeiro-ministro possa vir a repudiar o acordo de retirada", afirmou a jornalistas.
Qualquer que seja o sucessor de May, ele terá de aceitar que o acordo de divórcio do Brexit acertado por ela não será ratificado pelo atual Parlamento britânico. Além disso, uma solução para a questão da fronteira com a Irlanda, que incomoda a muitos parlamentares, deve ser encontrada.
Muitos apoiadores do Brexit rejeitaram o acordo de May por causa do mecanismo "backstop", que requer que o Reino Unido adote algumas das regras da UE indefinidamente, a não ser que um futuro acordo seja atingido para manter aberta a fronteira terrestre entre Irlanda do Norte e Irlanda.
Sob as leis em vigência atualmente, o Reino Unido deixará a União Europeia automaticamente no dia 31 de outubro mesmo sem acordo, a não ser que o Parlamento aprove algum antes disso, a UE ofereça uma extensão do prazo, ou o governo revogue sua decisão de deixar o bloco.
Um dos candidatos, o secretário de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, disse que buscar um Brexit sem acordo seria um "suicídio político", uma reprimenda ao favorito, Boris Johnson, que disse na semana passada que o Reino Unido deveria deixar a UE com ou sem acordo até o fim de outubro.
Hunt, que votou para permanecer na UE no referendo de 2016 mas agora aceita o Brexit, disse que tentaria buscar um novo acordo que tiraria o Reino Unido da união alfandegária com a Europa, "respeitando preocupações legítimas" sobre a fronteira com a Irlanda.
A UE, no entanto, afirmou que não haverá renegociação. "Terei uma reunião breve com Theresa May, mas sou claro: não haverá renegociação", observou Juncker antes de um encontro de líderes da UE em Bruxelas. O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, disse acreditar que o risco de o Reino Unido sair do bloco sem um acordo de divórcio está crescendo. "Bem, há um risco crescente de não acordo. Há possibilidade de que o novo primeiro-ministro possa vir a repudiar o acordo de retirada", afirmou a jornalistas.
Qualquer que seja o sucessor de May, ele terá de aceitar que o acordo de divórcio do Brexit acertado por ela não será ratificado pelo atual Parlamento britânico. Além disso, uma solução para a questão da fronteira com a Irlanda, que incomoda a muitos parlamentares, deve ser encontrada.
Muitos apoiadores do Brexit rejeitaram o acordo de May por causa do mecanismo "backstop", que requer que o Reino Unido adote algumas das regras da UE indefinidamente, a não ser que um futuro acordo seja atingido para manter aberta a fronteira terrestre entre Irlanda do Norte e Irlanda.
Sob as leis em vigência atualmente, o Reino Unido deixará a União Europeia automaticamente no dia 31 de outubro mesmo sem acordo, a não ser que o Parlamento aprove algum antes disso, a UE ofereça uma extensão do prazo, ou o governo revogue sua decisão de deixar o bloco.
CMA CGM e MSC se unem à plataforma digital desenvolvida pela Maersk e IBM
A CMA CGM e a MSC anunciaram que se uniram à
TradeLens, plataforma digital blockchain desenvolvida em conjunto pela AP
Moller-Maersk e IBM. Com o acordo, as três armadoras passaram a controlar a
informação de quase a metade da carga conteinerizada de todo o mundo.
O ingresso das duas companhias proporcionara um impulso significativo ao
objetivo da TradeLens de obter maior confiança, transparência e colaboração em
todas as cadeias abrangidas na promoção do comércio mundial. Assim, as transportadoras
promoverão a plataforma e criarão serviços complementares para seus clientes e
sócios.
“A digitalização é uma pedra angular da estratégia do Grupo CMA CGM para
brindar uma oferta integral adaptada às necessidades de nossos clientes. Cremos
que TradeLens é uma plataforma chave para ajudar a introduzir esta
transformação digital”, afirmou o vice-presidente executivo da C&T e
Transformação Digital da empresa francesa, Rajesh Krishnamurthy.
O
diretor de Informação Digital da MSC, André Simha, disse que “a colaboração
digital é fundamental para a evolução da indústria de transporte marítimo de
contêineres. A plataforma TradeLens é um enorme potencial para estimular a
indústria”. A ferramenta permitirá aos usuários conectar-se e compartilhar
informações e colaborar em todo o sistema logístico, acrescentou.
Com mais de 100 participantes na plataforma, a TradeLens já está
processando mais de dez milhões de eventos de envios e milhares de documentos a
cada semana, proporcionando aos expedidores, armadores, freight forwarders,
funcionários de aduanas, aduanas, autoridades portuárias, provedores de
transporte terrestre e outros uma visão comum das transações, que podem gerar
mais confiança, permitindo aos usuários colaborar de maneira mais eficiente com
o acesso em tempo real aos dados de remessa.
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