quinta-feira, 28 de março de 2019

Primeira feira de contêineres do país acontecerá em abril em São Paulo


          São Paulo sediará entre os dias 10 e 14 de abril, no Expo Center Norte, a primeira feira dedicada ao mercado de contêineres do país, a Expo Container City. Além de apresentar uma minicidade construída com contêineres, contará com um ciclo de palestras comandado por especialistas do setor que discutirão segurança, sustentabilidade, orçamento, tecnologia, instalações, normas técnicas e jurídicas, design e decoração, entre outros.
          Cada vez mais surgem novas formas de morar ou de construir um novo empreendimento por meio da construção modular. O contêiner, que é uma estrutura usada principalmente para o transporte e armazenamento de mercadorias, e que já há alguns anos vem conquistando vários países pelo mundo afora, atualmente é na construção civil o modelo mais rápido, moderno, sustentável e barato.
          Aliás, em se tratando de custos e por descartar fundações, o processo de construção é simples e exige menos material do que uma obra tradicional. Vale lembrar que, mesmo se tratando de uma “caixa gigante”, há inúmeras formas de usar o container, que é flexível e pode ser pensado como um imenso “lego”, capaz de formar grandes estruturas e atender os mais diversos tipos de projetos, como edifícios, escritórios e até apartamentos de luxo. 
           Há vários tipos de contêineres. Os mais comuns são o standard, usados para cargas, os high cube, que são os mais altos, os dry, mais básicos, e os refeer, que são refrigerados. Medem entre 3, 6m e 12 m, por 2,5 m de largura. O desempenho de sua estrutura não é muito diferente de uma casa comum, necessitando de manutenção, mesmo atendendo todas as normas de segurança e conforto.
         A Expo Container City chega para apresentar projetos inovadores e proporcionar ao público a experiência de morar, trabalhar e se divertir em estruturas construídas com contêineres. Casas, lofts, lanchonetes, piscinas, escritórios, banheiros e ambulatórios são algumas das estruturas montadas para o evento, que contará com contêineres marítimos e modulares.
           Entre os expositores estão a Compass, líder no segmento de venda e locação de contêineres marítimos, RF Leasing, empresa inglesa especializada na locação e venda de contêineres refrigerados, Lafaete, empresa que atua na locação e desenvolvimento de projetos em contêineres, principalmente para os setores de food service, mineração, hotelaria, comércio e construção civil.
           Paulo Ventura, diretor superintendente do Expo Center Norte, ressalta a importância da Expo Container City como forma de difundir uma tendência mundial. “No exterior, a reutilização de contêineres marítimos para a construção de projetos residenciais e comerciais já é bastante disseminada. Além de praticidade e melhor custo x benefício, a solução tem como uma de suas principais vantagens a sustentabilidade, uma vez que ocorre o reaproveitamento de materiais. Estamos muito contentes em receber o primeiro evento do segmento no País”, afirma Ventura. A entrada para a Expo Container City é gratuita e para o ciclo de palestras há necessidade de inscrição por meio do site https://expocontainercity.com.br/palestras.






quarta-feira, 27 de março de 2019

Codesp terá mais autonomia para administrar o Porto de Santos


          A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), depois de autorizada pelo governo federal, está mantendo contato diário com Brasília para alinhar questões e, cada vez mais, ganhar autonomia. A expectativa é de que o processo para a descentralização da gestão do Porto de Santos seja concluído em um ano
          A expectativa é de abertura de concessões para diversos serviços, que serão fiscalizados. Com isso, a empresa pode focar na administração e gestão do Porto. A questão foi pauta da reunião entre o deputado federal Junior Bozzella (PSL) e o diretor-presidente da Codesp, Casemiro Tércio Carvalho.
           O executivo disse que após a formação de uma equipe técnica e sem indicação política – o que representa o inicio desse processo –, a Codesp passará por um saneamento, com corte de custos. “Teremos mão mais firme na área comercial, vamos rever os contratos e, tudo isso, migra a empresa para um estágio de maturidade e saúde financeira, o que pavimenta a possibilidade da abertura de capital na Bolsa de Valores”, adiantou o diretor-presidente.
          Segundo Carvalho a abertura de capital aumenta a participação privada dentro da Codesp. “Obviamente ela [empresa] continua sob controle do estado, mas, para decidir as próximas diretorias, vamos ter que fazer uma composição com o setor privado, blindando a diretoria de indicações com viés político”, explicou.
          O presidente da Codesp destacou que maximizar a atividade econômica no cais santista melhora a relação Porto-cidade, com participação de postos de trabalho e a inserção de empresas, “hoje satelitais” (em torno) na cadeia produtiva, dentro do Porto. “O importante é a autoridade portuária enxergar o Porto como um todo e não só a poligonal. O fato de encararmos os clientes de forma equânime [igual] é uma abordagem que também beneficia a região”, argumentou.
          Bozzella é titular da Comissão de Viação e Transportes (CVT), assim como a deputada Rosana Valle (PSB). Ele explica ter papel de interlocutor nesse processo, o que envolve todas as partes integrantes do Porto: trabalhadores, empresários, associações, autoridades e governo.
          “Foi a minha primeira agenda oficial com o presidente da Codesp”, disse, ressalvando que antes do encontro com Carvalho já vinha tratando sobre a descentralização com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Já está tudo mais ou menos maturado, mas existem tópicos importantes a serem discutidos”, diz Bozzella, garantiu. Entre eles, citou um espaço para que os caminhoneiros estacionem, a ampliação do trecho Perimetral, a dragagem do canal de navegação, além das concessões, temas que continuarão em pauta ao longo do ano.

Parlamento britânico vota hoje propostas alternativas ao Brexit

          O parlamento do Reino Unido vota hoje (27) uma série de alternativas ao Brexit, a saída dos britânicos da União Europeia. A lista de propostas é longa, incluindo se deve ser mantida a sugestão da primeira-ministra britânica, Theresa May, de retirada do bloco europeu ou a realização de novo referendo.
British Prime Minister Theresa May reacts as Jeremy Corbyn speaks, after she won a confidence vote, after Parliament rejected her Brexit deal, in London, Britain, January 16, 2019, in this screen grab taken from video. Reuters TV via REUTERS
                    Primeira-ministra Theresa May aguarda votação do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia    (REUTERS TV/direitos reservados)
          As propostas podem ser divididas em quatro blocos: a revogação do Brexit, realização de outro referendo, além de apoiar o acordo e ratificar a proposta de Norway plus, que manteria o Reino Unido no mercado único da UE – União Europeia.
          Na semana passada, a União Europeia prorrogou o prazo de 29 de março para 12 de abril. O Reino Unido será obrigado a deixar o bloco, se o acordo de maio não passar no parlamento. Os parlamentares vão votar a proposta da primeira-ministra prorrogando, mais uma vez, o prazo para saída da União Europeia até 22 de maio.

Receitas da OOIL alcançam mais de US$ 6,5 milhões em 2018


          A OOIL anunciou que suas receitas em 2018 alcançaram US$ 6,573 milhões, enquanto o Ebitda foi de US$ 63 milhões e o fluxo de caixa operacional registrou US$ 590 milhões. A distribuição aos acionistas ficou em US$ 108 milhões. A operaçõa de logística e transporte de contêineres da companhia conseguiu Ebit de US$ 210 milhões, o que representou uma margem operativa de cerca de 3,2% e o volume de contêineres movimentados atingiu os 6,7 milhões de teus.
          A companhia informou que o ano passado foi histórico para o seu desenvolvimento, especialmente com a exitosa aquisição da Cosco Shipping Holdings, incrementando a capacidade total do novo grupo que colocou entre os três primeiros da indústria do segmento. No final de 2018, o grupo combinado operava uma frota que compreendia 477 navios porta-contêineres com capacidade total de 2,76 milhões de teus e mantinha um portfólio de quase 180 mil teus.
          A aquisição, assinalou a empresa, integrou de maneira efetiva a vantagem da rede global da OOCL e Cosco Shipping Lines na Cosco Shipping Holdings, o que resultou em benefícios para alcançar plenamente as sinergias entra as partes. Com isso, ficou enriquecida a seleção de produtos para os clientes, além de permitir a eles utilizar uma melhor experiência de serviço.
          Segundo a OOIL, em 2018 a economia global continuou em recuperação, porém o impulso de crescimento se desacelerou. Vários fatores econômicos negativos, como a concentração das entregas de navios no primeiro semestre do ano,o aumento significativo do preço do petróleo e a escalada das disputas comerciais, deram lugar a uma diminuição do desempenho financeiro geral da indústria de contêineres, na comparação com 2017, especialmente no primeiro semestre.
          Ao longo de 2018, a OOIL recebeu a sexta e última das seis embarcações da classe giga, de 21.413 teus, do estaleiro sul coreano Samsung Heavy Industries e não executou nenhuma nova ordem de construção durante o ano. “A medida que nos aproximamos do final do segundo ano de operação da Ocean Alliance, podemos sentir claramente os benefícios que aporta ser membro desta união em termos de planificação da rede, seu alcance, utilização de navios e gestão de risco comercial. Com os planos para o terceiro ano de operação da aliança já avançados, esperamos obter mais benefícios”, apostou a companhia.
          “O ano de 2018 também apresentou um forte rendimento do nosso terminal em Long Beach, Califórnia, instalação na qual a empresa está obrigada a vender sua participação para sua incorporadora à Cosco Shipping, o que se concretizará nos próximos meses”, revelou a companhia. Assim como 2017, 2018 foi um ano de forte crescimento para a OOCL nas operações Ásia-Europa e Transpacífico. Para todo este ano, as operações da OOCL aumentaram 6,3% no geral, mas com 8,9% no serviço Transpacífico e 14,5% na Ásia-Europa. Pelo segundo ano consecutivo, este crescimento superou o crescimento do volume registrado pelo mercado como um todo.

Porto de Antonina exporta farelo de soja não transgênica


          O navio Puma está atracado no Porto de Antonina para embarcar 22,5 mil toneladas de farelo de soja convencional, não transgênico. A operação exige estruturas segregadas e mão de obra altamente capacitada, por isso é especial. Este é o segundo navio que carrega o produto, neste ano. A meta é alcançar entre 300 e 350 mil toneladas até dezembro.
          O produto exportado é paranaense e tem como principais destinos Holanda, Alemanha e Noruega. “Este tipo de carga requer cuidados específicos, desde o trajeto até o porto, passando pela armazenagem e, enfim, o carregamento do navio. Poucos terminais têm estrutura para essa operação e é um diferencial oferecer o serviço em um terminal paranaense”, explica o diretor-presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
          A operação é feita pelos Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF). O presidente da empresa, Gilberto Birkhan, diz que atualmente são quatro armazéns separados com capacidade para armazenar 35 mil toneladas do farelo convencional. “Esses armazéns são certificados. Para atender essa demanda, eles receberam melhorias e mantemos uma série de protocolos e cuidados porque por não ser transgênico esse produto tem que ser separado dos demais. Qualquer contaminação compromete a operação, a qualidade e o valor do produto”, explica.
          Segundo Birkhan, poucos portos no Brasil conseguem atender todas as especificidades dessa operação. “Essa vantagem de Antonina beneficia toda a cadeia, principalmente o produtor que sofre com as restrições logísticas para operar essa carga, em menor volume, mas maior valor agregado”, afirma. “Temos condições para atender produtores de todos os estados brasileiros”, acrescenta.
          Além dos armazéns, o contêiner que recebe a carga também passa por um rígido protocolo sanitário prévio. O recipiente é carregado do produto. Um caminhão faz o transporte até o cais, onde um guindaste levanta o contêiner e o coloca no porão do navio. Dentro do porão, as portas laterais são abertas para o escoamento. Durante todo o trajeto, o farelo não tem contato com nenhum outro produto.
          Nessa operação, desde o recebimento da carga até o carregamento do navio, são 16 trabalhadores portuários envolvidos, por turno. A prancha média para o carregamento do navio tem sido de cerca de cinco mil toneladas, por dia. Ou seja, para carregar as 22,5 mil toneladas (em condições meteorológicas favoráveis) são necessários quatro dias e meio de operação.
          O produto é operado desde dezembro de 2015, quando o primeiro navio carregou 25 mil toneladas. Até o momento, já são mais de 855 mil toneladas de farelo de soja não transgênica exportadas por Antonina. Um terceiro navio para receber o produto no Porto de Antonina já está nomeado e deve atracar em meados de abril.

Governador diz que concessões de portos e aeroportos no Rio de Janeiro são medidas estratégicas


          O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, se reuniu nesta terça-feira (26) com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, para apresentar propostas que melhorem as condições de negócio do estado. As concessões de portos e aeroportos, segundo Witzel, são medidas estratégicas. “Fiz um pedido, ou que o porto seja entrega para a administração do estado ou que possamos ter maior parceria na gestão”, disse.
          O governador também destacou a importância do planejamento da licitação do Aeroporto Santos Dumont para evitar conflito com o Aeroporto do Galeão. Segundo ele, há uma preocupação muito grande entre os empresários do Galeão. “[Corre o risco] de acabarmos ou sucatearmos o Aeroporto do Galeão. Pedi que nosso secretário de Transporte tivesse maior proximidade com o ministro Tarcísio [Gomes Freire, da Infraestrutura]”, disse.
          O governador do Rio de Janeiro explicou ainda que o governo investiu na segurança e em vias de acesso ao aeroporto, com o patrulhamento da Polícia Militar nas linhas vermelha e amarela. “É fundamental que tenhamos um aeroporto fortalecido”, argumentou.
          Wilson Witzel esteve no Palácio do Planalto após participar de encontro com governadores, em Brasília, para debater a reforma da Previdência com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo Witzel, todos estão empenhados na aprovação da proposta e se comprometerem a atuar junto aos parlamentares de seus estados.
          “Não há um governador que pense diferente, evidente que há discussões sobre o conteúdo da reforma, mas todos estamos empenhados em fazer e fazer logo no primeiro semestre para que tenhamos tempo de fazer ainda a reforma tributária e poder dar ao Brasil novamente condições de se desenvolver”, disse.
          Witzel também conversou com o presidente da República sobre o socorro fiscal aos estados. O pedido  havia sido reiterado ao ministro Paulo Guedes durante o encontro com governadores.
          “O Rio está em recuperação fiscal, mas infelizmente não é suficiente. A crise foi profunda e os estados precisam de recursos. A cessão onerosa [recursos do pré-sal] é uma possibilidade, mas ainda temos outras possibilidades de financiamento para os estados visando fechar os compromissos até o fim do ano, principalmente Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais”, finalizou.