terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Airbus Helicopters entregou 409 aeronaves em 2017


         A Airbus Helicopters entregou 409 helicópteros e registrou 350 encomendas brutas de helicópteros (335 líquidas) em 2017, com forte desempenho comercial nos segmentos pesado e super-médio. A empresa registrou 54 encomendas de helicópteros da família Super Puma e 19 encomendas do super-médio H175, confirmando a liderança de vendas desses tipos em seus respectivos segmentos do mercado. Também foram registradas 168 encomendas de helicópteros leves de motor único e 105 encomendas dos H135/H145 leves de dois motores. No final de 2017, a carteira total somava 692 helicópteros.
         “Estamos encerrando agora o primeiro capítulo da transformação iniciada em 2014 em toda a empresa, o que permitiu que ela se tornasse mais forte e ágil em um mercado desafiador. Nossos resultados de 2017 são um testemunho do excelente trabalho realizado por nossas equipes na transformação das operações industriais e na melhoria dos nossos produtos e serviços, ao mesmo tempo que oferecemos um ambicioso roteiro de inovações para preparar o futuro do voo vertical”, disse Guillaume Faury, CEO da Airbus Helicopters. “Ao lançarmos este ano uma segunda onda de transformações na empresa, o nosso foco principal será acelerar esses esforços por meio de uma maior digitalização dos nossos produtos, serviços e operações - em benefício dos nossos clientes e da segurança de nossa frota”.
         No ano passado, houve grandes avanços em termos de novos produtos, como o H160 – o primeiro da “Geração H” - com três protótipos agora em testes de voo para a sua certificação em 2019. Uma campanha de disparo em escala real do sistema de armamentos HForce também foi realizada com sucesso no H145M, que se beneficiará de capacidades militares aprimoradas e modulares até o final de 2018. O ano também foi marcado pelo lançamento da ACH (Airbus Corporate Helicopters) que possibilitou a empresa a oferecer aos seus clientes privados e empresariais, design e especificações de alta qualidade em toda a sua gama de helicópteros.
         Em 2017, a Airbus Helicopters concluiu a implementação do seu modelo industrial renovado com a inauguração de sua unidade de produção de lâminas de rotor em Paris-Le Bourget, na França, que será parte integrante da nova estratégia de especialização das instalações que abrange as plantas de Marignane, na França, Donauwörth, na Alemanha, e Albacete, na Espanha. No cenário internacional, a empresa entregou o 400º UH-72 Lakota ao Exército dos EUA e iniciou as obras de sua primeira linha de montagem final de helicópteros na China, com entregas iniciais esperadas para 2019.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Mercado mantém projeção de inflação para 2018 em 3,95%

         O mercado financeiro manteve a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - a inflação oficial do país - em 3,95% para este ano. É a mesma estimada na semana passada.
         A projeção consta do boletim Focus, publicação divulgada nesta segunda-feira (22) no site do Banco Central (BC) com projeções para os principais indicadores econômicos. Há quatro semanas, a expectativa estava levemente superior, em 3,96% para 2018.
         A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, também foi mantida para 2018 em 2,7%. Há quatro semanas, o índice era inferior, 2,68%.
         Para 2019, no entanto, houve um aumento na projeção do PIB, que passou de 2,8%, na semana passada, para 2,99% no boletim divulgado hoje. A estimativa para a inflação foi mantida em 4,25%.
         O boletim Focus é divulgado todo início de semana e traz a média das expectativas de bancos, instituições financeiras, consultorias e empresas sobre os principais indicadores relacionados à economia brasileira, como os diversos índices de inflação, o PIB, a taxa de câmbio e a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Portos da Bahia registram melhor desempenho operacional da história

         A Companhia das Docas da Bahia (CODEBA), empresa que administra os portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, inicia o ano com planos de se adaptar à Lei 13.303/2016, que institui normas relacionadas a boa governança, gestão de risco, transparência e controles interno; investimentos na manutenção da infraestrutura e de novas obras; e finalização e aprovação do Programa de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ). Conforme a Assessoria de Comunicação da companhia, os três portos fecharam o exercício de 2017 com o melhor resultado operacional da história.
         Com o PDZ, acredita o diretor-presidente da companhia, Rondon Brandão do Vale, será possível definir com maior exatidão as estratégias a serem adotadas pela Companhia, como aquelas relativas a arrendamento de áreas disponíveis e as que estão desativadas ou em litígio que sejam do interesse dos usuários dos portos organizados. O gestor frisou a importância de intensificar ações que favoreçam ainda mais os portos públicos do Estado: “Em busca de melhores resultados, com um espírito de equipe, iremos pautar o trabalho em garantir maiores investimentos, melhor eficiência administrativa, comercial e operacional e gestão humana”.
         Conforme dados da CODEBA, foram 11,9 milhões de toneladas movimentadas nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, o que representa um crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior, representando índice superior à média nacional dos portos públicos do país. O incremento de 805 mil toneladas no ano contou com algumas cargas pioneiras, a exemplo da importação de óleo diesel.
         Segundo informações oficiais, ainda, o Porto de Aratu-Candeias, isoladamente, registrou um novo recorde anual na movimentação de carga, por tonelada, de 7,1 milhões. Jã o desempenho do Porto de Salvador alcançou 4,5 milhões de toneladas de cargas movimentadas em 2017, além de 310 mil teus. O Porto de Ilhéus apresentou incremento de 15%, quando comparado ao ano anterior, registrando 255 mil/ton. Contribuíram para este resultado as movimentações de amêndoa do cacau e minério de magnesita.      

domingo, 21 de janeiro de 2018

Terminal do Açu conclui negociação com a Petrobras BR para implantar Truck Center

       O Porto do Açu confirmou a assinatura de contrato definitivo com a Petrobras Distribuidora (BR) para fornecimento de combustível para veículos e equipamentos, por meio da instalação e operação de um ponto de abastecimento no Complexo Portuário. Também foi assinado entre as empresas contrato definitivo de prestação de serviços para a operação de um terminal de triagem de caminhões que acessam o empreendimento. Ambos os contratos terão duração de 10 anos a partir do início das operações do Truck Center.
        A área destinada ao ponto de abastecimento, de aproximadamente 5 mil m², contará com estrutura de tanques para fornecimento de combustível, com venda direta para as empresas instaladas no Complexo Portuário. O terminal de triagem de caminhões terá área inicial de 15 mil m², com 80 vagas para caminhões, prédio administrativo e área de conveniência para os caminhoneiros.
         “Com a parceria com a BR, poderemos contar com a experiência de uma das principais empresas do setor de distribuição de combustíveis. O desenvolvimento do Truck Center do Porto do Açu irá gerar mais eficiência operacional e segurança dentro do empreendimento”, garantiu José Magela, presidente da Prumo Logística, empresa que desenvolve e opera o Porto do Açu.
          A estrutura de triagem fará a gestão da fila de caminhões para acesso ao Porto do Açu e aos terminais portuários do empreendimento. O projeto já contempla áreas de expansões, que serão feitas de acordo com o aumento do número de caminhões. Para o desenvolvimento e implantação do Truck Center, a Porto do Açu está negociando com potenciais investidores, que irão construir a infraestrutura e superestrutura necessárias.

Presidente do Chile anuncia construção de porto de grande escala, mas projeto gera questionamentos

         O anúncio da presidente chilena, Michelle Bachelet, de lançar o projeto do Porto de Grande Escala em San Antonio, próximo de concluir seu mandato, provocou críticas sobre a oportunidade da medida. A escolha do lugar, por exemplo, foi questionada, já que havia a alternativa de implantar a obra em Valparaíso, principal centro portuário do país.
         Desde o planejamento das duas opções até a definição do Palácio de La Moneda (sede do governo, em Santiago), se produziu uma das maiores crises no transporte marítimo global, culminada com a quebra da armadora sul-coreada Hanjin, em 2016. O fechamento da companhia se deveu principalmente pela queda no crescimento econômico mundial e suas consequências na indústria da navegação, que com dificuldades vem se recuperando a partir do ano passado.
          A redução do comércio internacional, mais especificamente na América Latina, foi suficiente para provocar dúvidas sobre a validade do projeto de construção do megaporto chileno. Segundo especialistas, seria suficiente potencializar a infraestrutura já existente na Zona Central do Chile. Além disso, muitos acreditavam que a decisão somente sairia no próximo governo de Sebastián Piñera, que incia em abril.
          As obras estimadas para o projeto em linhas gerais consistem em um dique de 3.700 metros, com molhes de 3.600 metros, abrigando dois terminais denomiados Sul 1 e Sul 2, com uma área de 90 hectares cada. Os trabalhos se desenvolveram por fases, de acordo coma demanda projetada de movimentação de porta-contêineres.
      Cabe recordar que a capacidade máxima do atual terminal de San Antonio para carga conteinerizada é de 2,49 milhões de teus. Segundo estimativas do estudo do projeto do novo complexo, a demanda deverá crescer 15% até 2024 com as melhorias operacionais.
         O estudo mostra ainda que a Fase 1 de operações poderá começar antes que os atuais terminais fiquem saturados. Aponta também que o projeto prevê atender esperada expansão da demanda até 2035. Mas as dúvidas a respeito da real necessidade do novo complexo observam que as previsões elaboradas são excessivamente otimistas e não correspondem a realidade.
        Estudos realizados por diversos consultores locais e internacionais, como Asaf Ashar, Hurtado C. Fernandez e Cea Ingenieros, projetam mais 2,5 milhões de teus movimentados anualmente até 2016, contra os 2,2 milhões operados atualmente. Uma evolução bem mais modesta do que a prevista no estudo governamental.
        Esses estudos mostram igualmente que seria mais adequada investir no complexo de Valparaiso, exigindo menos recursos e oferecendo condições para atender a demanda com qualidade até 2030. Eles baseiam-se nas estimativas de que o crescimento das operações deverá situar-se em torno de 2,8% ao ano ao longo da próxima década. E isso dentro de um cenário otimista.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Câmara Baixa dos EUA aprova financiamento para evitar fechamento do governo

         A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) aprovou nessa quinta-feira proposta para manter o governo financiado até o dia 16 de fevereiro e evitar, dessa forma, um fechamento parcial do Executivo, cujos fundos expiram hoje (19), à meia-noite.Com 230 votos a favor (entre eles, seis democratas) e 197 contra (11 republicanos incluídos), a Câmara Baixa desbloqueou alguns fundos que agora necessitam da autorização do Senado.
         Os democratas, que contam com 49 dos 100 assentos no Senado, só precisam de 41 votos para bloquear hoje a proposta orçamentária republicana. Embora alguns democratas apoiem a aprovação das contas, fontes da Câmara Alta afirmaram à Agencia EFE que contam com votos suficientes para forçar um fechamento parcial do governo.
         Os democratas pretendem que, ao lado dos orçamentos, se aprove uma de suas principais demandas legislativas: a solução legal definitiva para os 800 mil jovens sem documentação, conhecidos como "sonhadores", que estão ameaçados de deportação.
         As negociações sobre o acordo de imigração, que quase ocorreu na semana passada, ficaram mais uma vez complicadas após reunião com o presidente Donald Trump, aumentando a tensão entre democratas e republicanos. Se o Congresso não chegar a um acordo nas próximas 24 horas, ocorrerá no aniversário de posse de Donald Trump o primeiro fechamento parcial do governo desde 2013.

Sepetiba Tecon se prepara para operar porta-contêineres de grande porte

         Os navios de contêineres de grande porte já são uma realidade no mundo da navegação e a tendência é que eles cresçam ainda mais. Para receber essas embarcações e atender as suas exigências, o Sepetiba Tecon está executando um plano estratégico para ampliação e modernização do terminal que prevê a capacitação para recebimento de navios da classe New Panamax de até 366m de comprimento (LOA) e 51m de largura (Beam).
         Além de dispor de excelente acesso terrestre, o Sepetiba Tecon conta com fatores naturais que favorecem a atracação desses navios, como o amplo canal de acesso, berços de grande profundidade e águas protegidas pela Restinga de Marambaia, que com seu relevo topográfico separa as águas da baía das águas do oceano. Essas características fazem com que o mar seja calmo, seguro e propicio à navegação.
         Para ampliar ainda mais a sua capacidade, o terminal concluiu a dragagem da bacia de evolução, da área de manobra e dos berços do terminal e aguarda homologação para operar com calado operacional de 14,7m. Para expansão da sua capacidade de movimentação, já estão sendo adquiridos nove novos RTGs (Rubber Tired Gantry) e dois Portêineres.

Todas essas aquisições se somarão a um pacote de investimentos estimado em R$ 567 milhões, proposto em dezembro passado à Autoridade Portuária (CDRJ – Companhia Docas do Rio de Janeiro) e ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, que inclui investimentos em ampliações, equipamentos, dragagem e melhorias das instalações operacionais, tendo em vista o cenário de renovação antecipada do contrato de arrendamento firmado pelo terminal e pelo poder concedente.
Além disso, o Sepetiba Tecon irá realizar nos próximos meses um treinamento que simula a atracação de navios com 366m de comprimento. Essa simulação será realizada juntamente com a Praticagem do Rio de Janeiro (ZP15) em um laboratório internacional que possui larga experiência em operação de grandes embarcações. A previsão é também realizar simulações com navios de 339m e 352m de comprimento para confirmar a operacionalidade destas embarcações no terminal e, assim, espera-se que as manobras com esses navios passem a ser cada vez mais frequentes, fortalecendo o papel do Sepetiba Tecon como porto concentrador do Sudeste.
         Para ter uma ideia do tamanho desses novos navios, de 366 metros,  eles equivalem a quase 10 vezes o tamanho do Cristo Redentor e podem transportar quase 14 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Segundo Pedro Brito, Presidente do Sepetiba Tecon, poucos portos no Brasil terão capacidade de receber esses navios e operá-los sem restrições de calados. “O Sepetiba Tecon já está capacitado para receber navios de grande porte, como o Hyundai Loyalty que atraca no terminal com 339m de comprimento, e está se preparando para os próximos avanços da navegação. Com certeza seremos um dos terminais aptos para receber os maiores navios a escalar na costa brasileira”, diz Brito.