A multinacional de alimentos Cargill anunciou nesta quinta-feira, 21 a compra de um terreno de quase 400
hectares na ilha de Urubuéua, no Pará, onde construirá seu maior
terminal graneleiro fluvial. Segundo a companhia, a capacidade de movimentação será de 12 milhões de toneladas anuais.
A ilha onde ficará o terminal está
localizada na região de Barcarena, que ganhou importância nos últimos
anos com a chegada das tradings e o escoamento da safra de grãos. O
custo do porto está estimado em R$ 700 milhões.
A capacidade inicial será para movimentar seis milhões de toneladas de soja e milho por ano e será gradativamente ampliada. O terminal deve
entrar em operação entre 2022 e 2025. O início das obras está vinculado
a aprovações regulatórias. Nos terminais próprios em Porto Velho,
Miritituba, Santarém e em parcerias com terceiros, a Cargill atingiu seu
limite de operação.
O VW Constellation
17.280 é o caminhão campeão de vendas na Argentina. Produzido no Brasil, na
fábrica da MAN Latin America em Resende (RJ), é o modelo ideal para uso urbano
em curta e média distância para todos os tipos de aplicação: carga geral,
cereais, bebidas, construção e outros. O caminhão usa a tecnologia EGR de tratamento de emissões, que ao contrário do
SCR não necessita de Arla 32, o que representa uma vantagem tanto em termos
operacionais quanto de economia.
O Constellation 17.280 está disponível na Argentina nas versões cavalo-mecânico
(Tractor) e rígido, que pode ser encomendado com três tipos de cabine:
estendida, leito teto alto e leito teto baixo, com mais de 3,2 m de altura.
E não faltam atributos de segurança: o modelo está equipado de série com freios
com sistema ABS (que evita que a roda bloqueie quando o pedal de freio é pisado
fortemente e entre em derrapagem) e EBD (funciona em conjunto com o sistema ABS
e tem a função de distribuir a força de frenagem entre as rodas do veículo). O
freio de cabeçote EVB é outro destaque, reduzindo a necessidade de utilização
dos freios de serviço e, assim, os custos de manutenção.
“Entre os semipesados o 17.280 é parte do nosso sucesso de vendas, com grande
aceitação no mercado. O motor MAN é um grande destaque, pois dispensa o uso de
Arla 32”, diz Federico Ojanguren, gerente geral da divisão de Caminhões e
Ônibus da Volkswagen Argentina.
Com
base nas informações de novembro e o ano praticamente encerrado, o Valor Bruto
da Produção (VBP) está estimado em R$ 539 bilhões para 2017, situando-se 1,87%
acima do valor de 2016, de R$ 529,2 bilhões. As lavouras alcançaram R$ 364,7
bilhões e a pecuária, R$ 174,4 bilhões. Enquanto as principais lavouras tiveram
aumento de 4,97% no valor, devido ao bom resultado da safra de 2017, a pecuária
teve redução de 4,1% no faturamento.
O resultado se deve principalmente ao desempenho desfavorável das carnes bovina
e de frango, cujos preços ficaram abaixo do ano anterior, observa o
coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques. “A
redução do preço da carne bovina foi forte, passando de R$ 147,3 por arroba, em
2016, para R$138,2, em 2017. Na carne de frango o preço do quilo caiu de R$
4,10 para R$ 3,64.”
Os principais fatores de destaque neste ano foram os bons resultados da safra
de grãos e os preços que se mantiveram abaixo do ano passado na maior parte dos
produtos analisados. Tiveram melhores resultados o algodão, cujo valor da
produção aumentou 72,9%, a cana de açúcar (28,4%), mandioca (87,9%) e uva (52,2%).
Também apresentaram bom desempenho o milho, soja, laranja e arroz. Na pecuária,
suínos e leite também tiveram ganho real de 9,7% e 9,9%, respectivamente.
Um conjunto de produtos apresenta neste ano forte redução no faturamento.
Destacam-se a banana (-25,9%), batata inglesa (-48%), cacau (-27,9%), café
(-14%), cebola (-48%), feijão (-24,7%), mamona (-40,1%), trigo (-37,5%) e maçã
(-22,1%). A redução de preços de alguns produtos teve impacto na redução da
taxa de inflação de 2017, pois classificam-se no grupo de cereais leguminosas e
oleaginosas que têm destacada participação no grupo alimentação.
O resultado do VBP regional mostra, como em relatórios anteriores, que o maior
valor continua sendo obtido no Sul (R$ 142,5 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$
139,9 bilhões), Sudeste (R$ 137,1 bilhões), Nordeste (R$ 50,3 bilhões) e Norte
(R$ 32,9 bilhões).
Prognósticos para a próxima safra de grãos, da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) e do Ibge, dos últimos meses, indicam que a safra 2018
deverá ser menor do que a deste ano. A Conab indica redução de 4,7% e, o IBGE,
de 9,2%. O declínio, deve-se principalmente a menor produção de milho e soja.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises, as estimativas do VBP
para 2018 também indicam redução de 6,9%, em relação a 2017. “Redução forte do
valor está previsto nas lavouras (-10,8%) e de - 1,4% na pecuária”. Nesse setor
da pecuária, observa Gasques, há previsões mais otimistas para carne bovina e
frango.
O governo assinou nesta terça-feira (19) os termos de compromisso
para a modernização e reforma de 11 aeroportos regionais distribuídos em
sete diferentes estados. O repasse de R$ 224 milhões para as unidades
da federação e municípios foi oficializado durante solenidade ocorrida
no Ministério dos Transportes, em Brasília.
Durante o evento, o
ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, que também é
o coordenador-geral do programa Agora, é Avançar, disse que os
investimentos vão garantir o atendimento da demanda pela locomoção de
forma cada vez mais regional. “Somos um país continental. O modal que
vai garantir a mobilidade das pessoas é o aéreo. Nós jamais vamos
resolver o problema de deslocamento e trânsito das pessoas por ferrovia
ou por ônibus, por rodovia”, afirmou. O
ministro Moreira Franco participa da assinatura dos termos de
compromisso para modernização e reforma de 11 aeroportos regionaisFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Os
recursos serão aplicados em melhorias físicas como reforma e ampliação
de terminais e na aquisição de equipamentos e sinalização. Os aeroportos
estão localizados nos municípios de Jataí (GO), Araguaína (TO),
Dourados, (MS), Cáceres (MT), Sinop (MT), Tangará da Serra (MT),
Itaperuna (RJ), Resende (RJ), Angra dos Reis (RJ), Chapecó (SC) e São
Carlos (SP).
Após defender que o objetivo ideal, ainda distante
da realidade, seria o de um aeroporto a cada 100 quilômetros, Moreira
Franco defendeu que o Brasil está entrando em um “círculo virtuoso”, com
a melhoria dos índices econômicos. “Houve uma crise muito profunda na
economia brasileira, e isso fez com que caísse a demanda brutalmente.
Mas ela vem se recuperando, porque na medida em que as pessoas melhoram
sua renda, têm segurança do seu emprego, elas começam a se movimentar. E
a maneira dessa movimentação é aérea. Por isso estamos fazendo essas
obras para melhorar a acessibilidade e, com o tempo, integrar o Brasil
inteiro numa infraestrutura aeroportuária adequada e barata”, disse.
Ao
explicar os projetos, o secretário nacional de Aviação Civil, Dario
Rais Lopes, informou que 177 aeródromos regionais foram selecionados nos
últimos anos para receber algum tipo de serviço por parte da União.
“Fizemos uma priorização em função do impacto que a obra vai ter em
termos de área de influência. Do interesse em operação, ou seja, estamos
fazendo obra onde a iniciativa privada quer prestar serviço. Garantimos
já que o dinheiro público vai ser transformado em serviço através da
iniciativa privada. E principalmente pelas condições de sustentabilidade
do local”, explicou.
Desde 2013, sete aeroportos foram
modernizados, com investimentos que, no total, chegam a R$ 800 milhões.
“Na etapa de hoje, serão mais 11 aeroportos, desde Chapecó, no Sul, até
Araguaína, no norte do Tocantins, estamos começando a cobrir com obras
todo território nacional”, disse o secretário.
Dentre as obras
previstas, estão a reforma e construção de terminais de passageiros, a
iluminação de pistas, sinalização, complementação de pátios das
aeronaves, estacionamento e a elaboração dos projetos-executivos. Os
empreendimentos terão prazo de implementação de pouco mais de um ano, em
média. Os valores que serão investidos variam de aeroporto para
aeroporto, sendo os maiores para Araguaína (R$ 49 milhões), Jataí (R$ 45
milhões) e Dourados (R$ 49 milhões), sendo este último o que vai durar
mais tempo para conclusão: 985 dias.
O evento contou com a
presença dos ministros dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, da
Secretaria de Governo, Carlos Marun. Além de prefeitos, deputados e
senadores das bancadas estaduais, participaram também o governador de
Mato Grosso, Pedro Taques, e de Goiás, Marconi Perillo.
O dia nublado não atrapalhou as operações que acontecem no Porto
Novo, cais público do Porto do Rio Grande. Em especial, a embarcação Sepetiba Bay, de bandeira da Libéria,
carregou aproximadamente 18 mil toneladas do produto. O navio, de 180
metros de comprimento e 30 de largura é um frequente visitante, já que é
o responsável por fazer o transporte das toras de madeira até o
Espírito Santo, destino final do produto.
Até novembro de 2017 já foram embarcadas mais de 600 mil toneladas de
madeira para o Espírito Santo. O embarque de toras de madeira iniciou
efetivamente em 2016. Foram dois destinos no mesmo Estado, Vitória e
Barra do Riacho. As toras de madeira são utilizadas no processo de
produção da celulose.
“Além de ser um importante produto do Porto Novo,
as toras de madeira também incentivam a cabotagem. É um importante
segmento de movimento de cargas que ainda precisa aumentar no nosso país
em virtude dos muitos benefícios que tem, qualificando a logística
nacional”, afirma o diretor superintendente do Porto do Rio Grande,
Janir Branco.
O Berço 3 do Complexo Portuário de Itajaí foi entregue, nesta
segunda-feira (18), com o término das obras de reforço e realinhamento. A
cerimônia contou com a presença de representantes do Ministério
dos Transportes, Portos e Aviação Civil e Secretaria Nacional de Portos,
será a partir das 10h. Já o berço 4 está com suas obras em andamento e tem
previsão de ser entregue em maio de 2018.
As obras no berço começaram em 2014 com uma ordem de serviço. Nos
períodos em que a construção foi retomada houve o apoio do Governo
Federal na ordem de R$ 120 milhões para o reforço e realinhamento dos
berços 3 e 4. Em julho deste ano foi assinada a Ordem de Serviço no
valor de R$ 18,8 milhões para mais uma etapa das obras de ambos os
berços. Neste mês, completou 41 meses de trabalho para a sua entrega do
acabamento.
O berço 03 em sua extensão de cais tem em sua margem 210 metros de
comprimento. As etapas que compreendem o projeto vão desde o acabamento
com levantamentos do cais anterior, elaboração de projetos de execução,
demolição e retirada de sedimentos, cravação de estacas para
realinhamento do berço, com 95 estacas de 50 metros de comprimento por 1
metro de diâmetro e cada estaca foi preenchida com 30 metros de
concreto armado, concretagem das lajes e paramentos do berço e
acabamentos nas estruturas de instalação de defensas e cabeços de
amarração dos navios.
“A entrega do berço 03 é muito importante para o nosso Porto de
Itajaí, pois iremos recuperar boa parte da sua capacidade operacional e
atender novas demandas que se ampliam através de novas linhas de
serviços”, comemora o prefeito Volnei Morastoni.
Atualmente dados estatísticos indicam que o Complexo Portuário de
Itajaí responde por mais de 60% da balança Comercial Estadual e 4% da
Nacional. “Operar somente com um berço não nos qualificava para
competirmos no mercado portuário. Agora com a entrega concluída do berço
3 e o berço 1 com suas obras recuperadas será fundamental e muito
importante para termos condições de mais atracações e assim permitir a
geração de receita para o porto público, para APM Terminals, para o
município de Itajaí e para os trabalhadores de classe portuária,
logística e de comércio exterior”, destacou o Superintendente do Porto
de Itajaí, Marcelo Werner Salles.
Melhorar a produtividade e a inovação de empresas é o foco de um
projeto-piloto lançado hoje (19) pela Agência Brasileira de
Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculada ao Ministério da Indústria,
Comércio Exterior e Serviços, e quatro empresas, duas de Minas Gerais,
uma de São Paulo e uma do Rio Grande do Sul. Os chamados Arranjos
Produtivos Locais (APLs) vão destinar, este ano e em 2018, R$ 800 mil a
projetos que devem beneficiar 88 empresas.
De acordo com a
coordenadora da Área de Adensamento Produtivo da ABDI, Valdete Mendonça,
o projeto das APLs visa estimular as empresas, sem necessariamente
fazer investimentos diretos. “Os projetos selecionados recebem recursos
para desenvolver ações que beneficiem um coletivo, nas áreas de
consultoria, sistema de inteligência”, explicou. “O é intuito é apoiar
as APLs para que elas deem suporte para as empresas superarem os
gargalo”, acrescentou.
Um dos
projetos selecionados por meio de chamamento público é o da Associação
de Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação de São José do
Rio Preto (SP), que tem como objetivo a capacitação de empresas, em
termos de tecnologia, método e ferramentas, para automação de testes.
Segundo o diretor-presidente da associação, Jean Daher, a expectativa é
reduzir, em média, pelo menos 30% de retrabalho nas empresas
participantes.
“O recurso que pleiteamos foi para um projeto de
automação de teste, porque hoje 70%das empresas de tecnologia da
informação são empresas de software e foi identificado um grande gargalo
na automação de testes. Temos muito trabalho e retrabalho, falta de
produtividade e também a perda de qualidade dos produtos”.
Segundo
Daher, com a automação, os testes dos programas deixarão de ser feitos
pelas equipes das empresas ou pelos consumidores e passarão a ser feitos
automaticamente, conforme padrões internacionais. “Com a automação
teremos testes padrões que vão economizar tempo e evitar trabalho
desnecessário”, explicou.
Já no Arranjo Produtivo do Vale do Aço,
outra iniciativa selecionada, a intenção é ampliar a utilização da
engenharia para possibilitar às empresas do setor metalmecânico do Vale
do Aço mineiro a buscar novos mercados e excelência.
“Nosso
projeto é focado no desenvolvimento das indústrias do setor
metalmecânico para superar barreiras com vistas a atingir novos mercados
ou condições de oferecer produtos com maior valor agregado, com
tecnologia”, disse o diretor-presidente da entidade, Marlon Duarte.
Segundo
ele, os recursos possibilitarão a construção de um centro de engenharia
de excelência para ajudar as empresas associadas no aprimoramento de
suas competências tecnológicas.
Conforme o edital, os projetos
têm duração de 12 a 24 meses, sendo que metade da verba será colocada à
disposição ainda este ano e o restante, em 2018.