quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Cargill construirá novo terminal fluvial no Pará

         A multinacional de alimentos Cargill anunciou nesta quinta-feira, 21 a compra de um terreno de quase 400 hectares na ilha de Urubuéua, no Pará, onde construirá seu maior terminal graneleiro fluvial. Segundo a companhia, a capacidade de movimentação será de 12 milhões de toneladas anuais.
        A ilha onde ficará o terminal está localizada na região de Barcarena, que ganhou importância nos últimos anos com a chegada das tradings e o escoamento da safra de grãos. O custo do porto está estimado em R$ 700 milhões.
        A capacidade inicial será para movimentar seis milhões de toneladas de soja e milho por ano e será gradativamente ampliada. O terminal deve entrar em operação entre 2022 e 2025. O início das obras está vinculado a aprovações regulatórias. Nos terminais próprios em Porto Velho, Miritituba, Santarém e em parcerias com terceiros, a Cargill atingiu seu limite de operação.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

VW Costellation 17.280 é o caminhão mais vendido do ano na Argentina


         O VW Constellation 17.280 é o caminhão campeão de vendas na Argentina. Produzido no Brasil, na fábrica da MAN Latin America em Resende (RJ), é o modelo ideal para uso urbano em curta e média distância para todos os tipos de aplicação: carga geral, cereais, bebidas, construção e outros.
         O caminhão usa a tecnologia EGR de tratamento de emissões, que ao contrário do SCR não necessita de Arla 32, o que representa uma vantagem tanto em termos operacionais quanto de economia.
        O Constellation 17.280 está disponível na Argentina nas versões cavalo-mecânico (Tractor) e rígido, que pode ser encomendado com três tipos de cabine: estendida, leito teto alto e leito teto baixo, com mais de 3,2 m de altura.
       E não faltam atributos de segurança: o modelo está equipado de série com freios com sistema ABS (que evita que a roda bloqueie quando o pedal de freio é pisado fortemente e entre em derrapagem) e EBD (funciona em conjunto com o sistema ABS e tem a função de distribuir a força de frenagem entre as rodas do veículo). O freio de cabeçote EVB é outro destaque, reduzindo a necessidade de utilização dos freios de serviço e, assim, os custos de manutenção.
       “Entre os semipesados o 17.280 é parte do nosso sucesso de vendas, com grande aceitação no mercado. O motor MAN é um grande destaque, pois dispensa o uso de Arla 32”, diz Federico Ojanguren, gerente geral da divisão de Caminhões e Ônibus da Volkswagen Argentina.

Valor da Produção Agropecuária em 2017 é de R$ 539 bilhões


         Com base nas informações de novembro e o ano praticamente encerrado, o Valor Bruto da Produção (VBP) está estimado em R$ 539 bilhões para 2017, situando-se 1,87% acima do valor de 2016, de R$ 529,2 bilhões. As lavouras alcançaram R$ 364,7 bilhões e a pecuária, R$ 174,4 bilhões. Enquanto as principais lavouras tiveram aumento de 4,97% no valor, devido ao bom resultado da safra de 2017, a pecuária teve redução de 4,1% no faturamento.
         O resultado se deve principalmente ao desempenho desfavorável das carnes bovina e de frango, cujos preços ficaram abaixo do ano anterior, observa o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques. “A redução do preço da carne bovina foi forte, passando de R$ 147,3 por arroba, em 2016, para R$138,2, em 2017. Na carne de frango o preço do quilo caiu de R$ 4,10 para R$ 3,64.”
         Os principais fatores de destaque neste ano foram os bons resultados da safra de grãos e os preços que se mantiveram abaixo do ano passado na maior parte dos produtos analisados. Tiveram melhores resultados o algodão, cujo valor da produção aumentou 72,9%, a cana de açúcar (28,4%), mandioca (87,9%) e uva (52,2%). Também apresentaram bom desempenho o milho, soja, laranja e arroz. Na pecuária, suínos e leite também tiveram ganho real de 9,7% e 9,9%, respectivamente.
         Um conjunto de produtos apresenta neste ano forte redução no faturamento. Destacam-se a banana (-25,9%), batata inglesa (-48%), cacau (-27,9%), café (-14%), cebola (-48%), feijão (-24,7%), mamona (-40,1%), trigo (-37,5%) e maçã (-22,1%). A redução de preços de alguns produtos teve impacto na redução da taxa de inflação de 2017, pois classificam-se no grupo de cereais leguminosas e oleaginosas que têm destacada participação no grupo alimentação.
         O resultado do VBP regional mostra, como em relatórios anteriores, que o maior valor continua sendo obtido no Sul (R$ 142,5 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$ 139,9 bilhões), Sudeste (R$ 137,1 bilhões), Nordeste (R$ 50,3 bilhões) e Norte (R$ 32,9 bilhões).
         Prognósticos para a próxima safra de grãos, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Ibge, dos últimos meses, indicam que a safra 2018 deverá ser menor do que a deste ano. A Conab indica redução de 4,7% e, o IBGE, de 9,2%. O declínio, deve-se principalmente a menor produção de milho e soja. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises, as estimativas do VBP para 2018 também indicam redução de 6,9%, em relação a 2017. “Redução forte do valor está previsto nas lavouras (-10,8%) e de - 1,4% na pecuária”. Nesse setor da pecuária, observa Gasques, há previsões mais otimistas para carne bovina e frango.



Governo anuncia investimento de R$ 224 milhões em reformas de 11 aeroportos

         O governo assinou nesta terça-feira (19) os termos de compromisso para a modernização e reforma de 11 aeroportos regionais distribuídos em sete diferentes estados. O repasse de R$ 224 milhões para as unidades da federação e municípios foi oficializado durante solenidade ocorrida no Ministério dos Transportes, em Brasília.
         Durante o evento, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, que também é o coordenador-geral do programa Agora, é Avançar, disse que os investimentos vão garantir o atendimento da demanda pela locomoção de forma cada vez mais regional. “Somos um país continental. O modal que vai garantir a mobilidade das pessoas é o aéreo. Nós jamais vamos resolver o problema de deslocamento e trânsito das pessoas por ferrovia ou por ônibus, por rodovia”, afirmou.
Brasília - O ministro da Secretaria Geral da PR, Moreira Franco participa de assinatura dos Termos Corporativos dos Aeroportos Regionais (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro Moreira Franco participa da assinatura dos termos de compromisso para modernização e reforma de 11 aeroportos regionaisFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
         Os recursos serão aplicados em melhorias físicas como reforma e ampliação de terminais e na aquisição de equipamentos e sinalização. Os aeroportos estão localizados nos municípios de Jataí (GO), Araguaína (TO), Dourados, (MS), Cáceres (MT), Sinop (MT), Tangará da Serra (MT), Itaperuna (RJ), Resende (RJ), Angra dos Reis (RJ), Chapecó (SC) e São Carlos (SP).
         Após defender que o objetivo ideal, ainda distante da realidade, seria o de um aeroporto a cada 100 quilômetros, Moreira Franco defendeu que o Brasil está entrando em um “círculo virtuoso”, com a melhoria dos índices econômicos. “Houve uma crise muito profunda na economia brasileira, e isso fez com que caísse a demanda brutalmente. Mas ela vem se recuperando, porque na medida em que as pessoas melhoram sua renda, têm segurança do seu emprego, elas começam a se movimentar. E a maneira dessa movimentação é aérea. Por isso estamos fazendo essas obras para melhorar a acessibilidade e, com o tempo, integrar o Brasil inteiro numa infraestrutura aeroportuária adequada e barata”, disse.
         Ao explicar os projetos, o secretário nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, informou que 177 aeródromos regionais foram selecionados nos últimos anos para receber algum tipo de serviço por parte da União. “Fizemos uma priorização em função do impacto que a obra vai ter em termos de área de influência. Do interesse em operação, ou seja, estamos fazendo obra onde a iniciativa privada quer prestar serviço. Garantimos já que o dinheiro público vai ser transformado em serviço através da iniciativa privada. E principalmente pelas condições de sustentabilidade do local”, explicou.
         Desde 2013, sete aeroportos foram modernizados, com investimentos que, no total, chegam a R$ 800 milhões. “Na etapa de hoje, serão mais 11 aeroportos, desde Chapecó, no Sul, até Araguaína, no norte do Tocantins, estamos começando a cobrir com obras todo território nacional”, disse o secretário.
         Dentre as obras previstas, estão a reforma e construção de terminais de passageiros, a iluminação de pistas, sinalização, complementação de pátios das aeronaves, estacionamento e a elaboração dos projetos-executivos. Os empreendimentos terão prazo de implementação de pouco mais de um ano, em média. Os valores que serão investidos variam de aeroporto para aeroporto, sendo os maiores para Araguaína (R$ 49 milhões), Jataí (R$ 45 milhões) e Dourados (R$ 49 milhões), sendo este último o que vai durar mais tempo para conclusão: 985 dias.
         O evento contou com a presença dos ministros dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, da Secretaria de Governo, Carlos Marun. Além de prefeitos, deputados e senadores das bancadas estaduais, participaram também o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, e de Goiás, Marconi Perillo.

Navio de toras de madeira é carregado no Porto Novo, em Rio Grande

         O dia nublado não atrapalhou as operações que acontecem no Porto Novo, cais público do Porto do Rio Grande. Em especial, a embarcação Sepetiba Bay, de bandeira da Libéria, carregou aproximadamente 18 mil toneladas do produto.  O navio, de 180 metros de comprimento e 30 de largura é um frequente visitante, já que é o responsável por fazer o transporte das toras de madeira até o Espírito Santo, destino final do produto.
         Até novembro de 2017 já foram embarcadas mais de 600 mil toneladas de madeira para o Espírito Santo. O embarque de toras de madeira iniciou efetivamente em 2016. Foram dois destinos no mesmo Estado, Vitória e Barra do Riacho. As toras de madeira são utilizadas no processo de produção da celulose.
         “Além de ser um importante produto do Porto Novo, as toras de madeira também incentivam a cabotagem. É um importante segmento de movimento de cargas que ainda precisa aumentar no nosso país em virtude dos muitos benefícios que tem, qualificando a logística nacional”, afirma o diretor superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Obras no Berço 3 do Porto de Itajaí são concluídas

         O Berço 3 do Complexo Portuário de Itajaí foi entregue, nesta segunda-feira (18), com o término das obras de reforço e realinhamento. A cerimônia contou com a presença de representantes do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e Secretaria Nacional de Portos, será a partir das 10h. Já o berço 4 está com suas obras em andamento e tem previsão de ser entregue em maio de 2018.
         As obras no berço começaram em 2014 com uma ordem de serviço. Nos períodos em que a construção foi retomada houve o apoio do Governo Federal na ordem de R$ 120 milhões para o reforço e realinhamento dos berços 3 e 4. Em julho deste ano foi assinada a Ordem de Serviço no valor de R$ 18,8 milhões para mais uma etapa das obras de ambos os berços. Neste mês, completou 41 meses de trabalho para a sua entrega do acabamento.
         O berço 03 em sua extensão de cais tem em sua margem 210 metros de comprimento. As etapas que compreendem o projeto vão desde o acabamento com levantamentos do cais anterior, elaboração de projetos de execução, demolição e retirada de sedimentos, cravação de estacas para realinhamento do berço, com 95 estacas de 50 metros de comprimento por 1 metro de diâmetro e cada estaca foi preenchida com 30 metros de concreto armado, concretagem das lajes e paramentos do berço e acabamentos nas estruturas de instalação de defensas e cabeços de amarração dos navios.
       “A entrega do berço 03 é muito importante para o nosso Porto de Itajaí, pois iremos recuperar boa parte da sua capacidade operacional e atender novas demandas que se ampliam através de novas linhas de serviços”, comemora o prefeito Volnei Morastoni.
         Atualmente dados estatísticos indicam que o Complexo Portuário de Itajaí responde por mais de 60% da balança Comercial Estadual e 4% da Nacional. “Operar somente com um berço não nos qualificava para competirmos no mercado portuário. Agora com a entrega concluída do berço 3 e o berço 1 com suas obras recuperadas será fundamental e muito importante para termos condições de mais atracações e assim permitir a geração de receita para o porto público, para APM Terminals, para o município de Itajaí e para os trabalhadores de classe portuária, logística e de comércio exterior”, destacou o Superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles.

Projeto-piloto da ABDI investirá R$ 800 mil em produtividade e inovação

         Melhorar a produtividade e a inovação de empresas é o foco de um projeto-piloto lançado hoje (19) pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e quatro empresas, duas de Minas Gerais, uma de São Paulo e uma do Rio Grande do Sul. Os chamados Arranjos Produtivos Locais (APLs) vão destinar, este ano e em 2018, R$ 800 mil a projetos que devem beneficiar 88 empresas.
         De acordo com a coordenadora da Área de Adensamento Produtivo da ABDI, Valdete Mendonça, o projeto das APLs visa estimular as empresas, sem necessariamente fazer investimentos diretos. “Os projetos selecionados recebem recursos para desenvolver ações que beneficiem um coletivo, nas áreas de consultoria, sistema de inteligência”, explicou. “O é intuito é apoiar as APLs para que elas deem suporte para as empresas superarem os gargalo”, acrescentou.
         Um dos projetos selecionados por meio de chamamento público é o da Associação de Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação de São José do Rio Preto (SP), que tem como objetivo a capacitação de empresas, em termos de tecnologia, método e ferramentas, para automação de testes. Segundo o diretor-presidente da associação, Jean Daher, a expectativa é reduzir, em média, pelo menos 30% de retrabalho nas empresas participantes.
         “O recurso que pleiteamos foi para um projeto de automação de teste, porque hoje 70%das empresas de tecnologia da informação são empresas de software e foi identificado um grande gargalo na automação de testes. Temos muito trabalho e retrabalho, falta de produtividade e também a perda de qualidade dos produtos”.
         Segundo Daher, com a automação, os testes dos programas deixarão de ser feitos pelas equipes das empresas ou pelos consumidores e passarão a ser feitos automaticamente, conforme padrões internacionais. “Com a automação teremos testes padrões que vão economizar tempo e evitar trabalho desnecessário”, explicou.
         Já no Arranjo Produtivo do Vale do Aço, outra iniciativa selecionada, a intenção é ampliar a utilização da engenharia para possibilitar às empresas do setor metalmecânico do Vale do Aço mineiro a buscar novos mercados e excelência.
         “Nosso projeto é focado no desenvolvimento das indústrias do setor metalmecânico para superar barreiras com vistas a atingir novos mercados ou condições de oferecer produtos com maior valor agregado, com tecnologia”, disse o diretor-presidente da entidade, Marlon Duarte.
         Segundo ele, os recursos possibilitarão a construção de um centro de engenharia de excelência para ajudar as empresas associadas no aprimoramento de suas competências tecnológicas.
         Conforme o edital, os projetos têm duração de 12 a 24 meses, sendo que metade da verba será colocada à disposição ainda este ano e o restante, em 2018.