A SEP
(Secretaria Especial de Portos) vem adotando algumas medidas e
ações que visam desburocratizar a aperfeiçoar o sistema aquaviário interno e baratear o transporte de
cargas no país. O modal, de acordo com a Antaq (Associação Nacional de
Transportes Aquaviários), está em crescimento desde 2010, com uma média
de 3,9% ao ano na movimentação de diferentes cargas e 19% no transporte
de contêineres e elevar ainda mais esse desenvolvimento.
Mas para que isso
aconteça, destaca o diretor de Infraestrutura e Desenvolvimento da
Cearáportos (Companhia de Integração Portuária do Ceará), Waldir Frota
Sampaio, é preciso haver a modernização e integração multimodal, entre
outros aspectos. O complexo portuário, explica, registrou somente na movimentação de
cabotagem em 2014, 1.316.243,29 mil de toneladas, um crescimento de 16%
em relação ao número registrado no ano anterior. Foram 91.776 Teus, um
acréscimo de 21,73%.
Entre os destaques das ações executas pelo complexo e relação ao
modal, o executivo ressalta ainda a sua política de tarifas
diferenciadas para a carga nacional dentro das condições de economia do
negócio, além disso ele comenta que os novos três berços previstos para
agosto e novembro de 2015 e março de 2016, também poderão ser utilizados
para atracação de navios de cabotagem, mas ressalta. “Isso caso as
condições político e socioeconômicas portuárias do Brasil favoreçam
plenamente o desenvolvimento da cabotagem”, garante.
Mesmo com grandes avanços nos últimos anos diante do setor e dos
empresários, a cabotagem ainda luta por um maior espaço no mercado
logístico brasileiro. Apesar das grandes oportunidades oferecidas pelo Brasil, o modal ainda
carece de um olhar a mais, de uma atenção a mais. Mesmo assim o setor
projeta um saldo positivo para o modal e o complexo não pensa diferente.
“Para 2015, a nossa previsão é que o modal registre um crescimento de
5% em relação a 2014”, projeta Sampaio.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
Governo espera que BNDES comece a liberar os empréstimos para consórcios que venceram leilões de rodovias
O governo federal vai descobrir de forma mais efetiva nos próximos dias as consequências da Operação Lava-jato sobre as concessões em infraestrutura. O Palácio do Planalto espera que o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) comece a liberar os empréstimos de longo
prazo para os consórcios que venceram os leilões de rodovias realizados
em 2013. Esses grupos são compostos, em boa parte, por construtoras que
hoje estão no alvo da Polícia Federal na Operação Lava Jato.
Quando o governo leiloou as rodovias, prometeu financiamento do BNDES de duas formas: por meio de um empréstimo-ponte, de liberação rápida, que permitiria aos consórcios duplicarem pelo menos 10% do trecho concedido, uma condição necessária para a cobrança do pedágio. Ao mesmo tempo, seria liberado um empréstimo de longo prazo para fazer o restante dos investimentos previstos no contrato, principalmente concluir a duplicação de todo o trecho no prazo de cinco anos.
O empréstimo-ponte saiu para quase todos os vencedores, exceto a Galvão Engenharia, que arrematou o trecho da BR-153 em Goiás e Tocantins em maio de 2014, dois meses depois do início da Lava Jato. Sem o empréstimo, o consórcio pretende repassar a concessão. Já o empréstimo de longo prazo não saiu para nenhuma das vencedoras, que desde o ano passado se mostram preocupadas com o risco de atraso. A primeira operação do tipo está prestes a sair e não será polêmica, porque o tomador é a concessionária MGO, formada por um conjunto de médias construtoras que não são alvo da Polícia Federal.
Quando o governo leiloou as rodovias, prometeu financiamento do BNDES de duas formas: por meio de um empréstimo-ponte, de liberação rápida, que permitiria aos consórcios duplicarem pelo menos 10% do trecho concedido, uma condição necessária para a cobrança do pedágio. Ao mesmo tempo, seria liberado um empréstimo de longo prazo para fazer o restante dos investimentos previstos no contrato, principalmente concluir a duplicação de todo o trecho no prazo de cinco anos.
O empréstimo-ponte saiu para quase todos os vencedores, exceto a Galvão Engenharia, que arrematou o trecho da BR-153 em Goiás e Tocantins em maio de 2014, dois meses depois do início da Lava Jato. Sem o empréstimo, o consórcio pretende repassar a concessão. Já o empréstimo de longo prazo não saiu para nenhuma das vencedoras, que desde o ano passado se mostram preocupadas com o risco de atraso. A primeira operação do tipo está prestes a sair e não será polêmica, porque o tomador é a concessionária MGO, formada por um conjunto de médias construtoras que não são alvo da Polícia Federal.
Dilma Rousseff examina com empresários brasileiros ampliação das relações com os EUA
A presidente
Dilma Rousseff se reuniu neste domingo (28), em Nova York, com empresários
brasileiros com negócios no país e que integram a comitiva da
presidenta, no seu primeiro compromisso da viagem aos Estados Unidos. De acordo com a assessoria de imprensa do Itamaraty, o
objetivo foi conversar com os empresários sobre formas de ampliar as
relações com os Estados Unidos e ampliar os investimentos.
A reunião durou cerca de três horas, tempo em que Dilma Rousseff ouviu diversos dos cerca de 20 empresários que participaram do encontro. Ministros das áreas do desenvolvimento industrial, ciência e tecnologia e da área econômica acompanharam a presidente no encontro. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chegou a Nova Iorque no início da tarde e conseguiu participar de parte da conversa com os empresários.
Na véspera da viagem, Levy foi hospitalizado com embolia pulmonar e não pode viajar com a presidenta e comitiva. Ele viajou ontem à noite em voo comercial e chegou no início da tarde de hoje à cidade. O ministro conversou rapidamente com jornalistas ao chegar no hotel, disse que está bem e negou que tenha desobedecido ordens médicas para que não viajasse.
Participaram também os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa; da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro; da Educação, Renato Janine Ribeiro; e das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Entre os empresários presente no encontro estavam Carlos Fadigas, da Braskem, Wesley Batista, da JBS, Frederico Curado, da Embraer, André Gerdau Johannpeter, da Gerdau, Rubens Ometto, da Cosan; e José Luis Cutrale, da Cutrale.
A reunião durou cerca de três horas, tempo em que Dilma Rousseff ouviu diversos dos cerca de 20 empresários que participaram do encontro. Ministros das áreas do desenvolvimento industrial, ciência e tecnologia e da área econômica acompanharam a presidente no encontro. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chegou a Nova Iorque no início da tarde e conseguiu participar de parte da conversa com os empresários.
Na véspera da viagem, Levy foi hospitalizado com embolia pulmonar e não pode viajar com a presidenta e comitiva. Ele viajou ontem à noite em voo comercial e chegou no início da tarde de hoje à cidade. O ministro conversou rapidamente com jornalistas ao chegar no hotel, disse que está bem e negou que tenha desobedecido ordens médicas para que não viajasse.
Participaram também os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa; da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro; da Educação, Renato Janine Ribeiro; e das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Entre os empresários presente no encontro estavam Carlos Fadigas, da Braskem, Wesley Batista, da JBS, Frederico Curado, da Embraer, André Gerdau Johannpeter, da Gerdau, Rubens Ometto, da Cosan; e José Luis Cutrale, da Cutrale.
Argentina decide liberar dólares para importadores a partir de quarta-feira
O governo argentino decidiu liberar 30% a mais de dólares a importadores
de alguns setores da economia a partir de quarta-feira, 1. A medida
pretende facilitar o pagamento de dívidas e a compra de insumos e peças
no exterior. O objetivo final é estimular o consumo interno, em uma
época em que as categorias terminam de negociar aumentos anuais e o
governo reajusta bolsas de subsídios. A liberação parcial não deve
resolver, entretanto, o gargalo que afeta exportadores brasileiros.
“Os brasileiros não devem esperar pagamento de dívidas, mas talvez vender um pouco mais para a Argentina”, afirma Dante Sica diretor da consultoria Abeceb. Segundo ele, o governo argentino conseguiu no primeiro semestre reunir dólares, aumentou suas reservas e precisava elevar o consumo de importados para não enfrentar pressão inflacionária no segundo semestre. Haverá eleição presidencial em outubro.
Outra razão para relativizar o otimismo em relação à medida é que a liberação das Declarações Juradas de Importação (DJA) não será proporcional ao maior acesso a divisas. Essas autorizações dependem da Secretaria de Comércio, que, em função dos projetos anuais de produção, emprego e preços, as aprova, em geral lentamente. Se o importador consegue a DJA, tem de passar ainda pelo Banco Central, que pode permitir ou não o acesso aos dólares para compra de insumos ou pagamento de credores.
“As 50 maiores empresas têm dívidas acumuladas. Entregaremos essa informação ao Banco Central para que se possa reduzir esse passivo, que prejudica nossa relação com os fornecedores”, disse Diego Pérez Santisteban, que coordena a Câmara de Importadores, ao jornal Ámbito. Segundo o órgão, essa dívida chegou a US$ 6,8 bilhões no fim do primeiro trimestre.
“Os brasileiros não devem esperar pagamento de dívidas, mas talvez vender um pouco mais para a Argentina”, afirma Dante Sica diretor da consultoria Abeceb. Segundo ele, o governo argentino conseguiu no primeiro semestre reunir dólares, aumentou suas reservas e precisava elevar o consumo de importados para não enfrentar pressão inflacionária no segundo semestre. Haverá eleição presidencial em outubro.
Outra razão para relativizar o otimismo em relação à medida é que a liberação das Declarações Juradas de Importação (DJA) não será proporcional ao maior acesso a divisas. Essas autorizações dependem da Secretaria de Comércio, que, em função dos projetos anuais de produção, emprego e preços, as aprova, em geral lentamente. Se o importador consegue a DJA, tem de passar ainda pelo Banco Central, que pode permitir ou não o acesso aos dólares para compra de insumos ou pagamento de credores.
“As 50 maiores empresas têm dívidas acumuladas. Entregaremos essa informação ao Banco Central para que se possa reduzir esse passivo, que prejudica nossa relação com os fornecedores”, disse Diego Pérez Santisteban, que coordena a Câmara de Importadores, ao jornal Ámbito. Segundo o órgão, essa dívida chegou a US$ 6,8 bilhões no fim do primeiro trimestre.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
BNDES não fará novos empréstimos à Petrobras para manter seu limite de exposição sobre o patrimônio
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes)
confirmou que, por conta de resolução aprovada na noite de quinta-feira,
25, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre limites de exposição a
um só cliente, não haverá novos empréstimos à Petrobras até o efetivo
reenquadramento. De acordo com nota enviada pelo banco a
regra não afetará controladas e coligadas da petroleira.
Segundo
o banco de fomento, não será necessária a venda de ações da Petrobras
para o reenquadramento ao limite de exposição, que é de 25% do
patrimônio de referência. O Bndes não informou o tamanho da exposição à
estatal, nem se outras empresas ultrapassaram o limite. Na quinta-feira,
o CMN aprovou resolução proibindo novas operações com empresas que
estejam desenquadradas, entre outras determinações.
"A decisão tomada
ontem pelo Conselho Monetário Nacional não terá impacto sobre a carteira
atual de financiamentos e participações do Bndes", afirmou o banco, na
nota. O BNDES explicou que o cronograma definido para o
enquadramento é "perfeitamente factível", com prazos compatíveis com a
capacidade de enquadramento das empresas, sem comprometer seus
investimentos. Até 2018, o Bndes tem que reduzir em 20% o
excesso de exposição. Depois, até 2021, cortar em mais 35% e, em 2024,
estar totalmente enquadrado. Se as reduções não forem feitas, o excesso
de exposição será descontado do capital principal.
Azul vende 5% das ações para a americana United Airlines por US$ 100 milhões
A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta sexta-feira (26) a venda de
5% de suas ações para a United Airlines. Com o negócio, a
empresa americana passou a ter uma cadeira no conselho de administração
da aérea brasileira. O valor da transação foi de US$ 100 milhões.
O controle da Azul
continua sendo do empresário David Neeleman, que detém 67% das ações da
empresa. "Começamos a negociar no ano passado e mesmo com a
economia brasileira boa ou ruim o negócio seria concretizado", disse
Neeleman, que disse que os recursos obtidos com o negócio "serão
depositados no banco".
O presidente da Azul afirmou que, por
enquanto, não existem planos para vender uma participação maior para os
americanos da United Airlines. O negócio inclui um acordo
de code share, oferecendo aos passageiros das duas empresas ligações
para 450 destinos em seis mil voos diários. A previsão é que entre 30 e
45 dias os passageiros da Azul já consigam acessar os destinos
oferecidos pela United.
Neeleman disse que os preços das passagens já
estão bastante deprimidos por causa da crise econômica no Brasil, mas não descartou que as sinergias trazidas pela parceria com a United
possam melhorar ainda mais os valores. Ele afirmou que a
parceria com a United não inviabiliza novas parcerias com empresas
americanas, como a Jet Blue. O empresário ressaltou que
mantém o objetivo de abrir o capital da empresa. O IPO da empresa já foi
adiado por três vezes. "Não fizemos o IPO por causa das condições de
mercado", acrescentou.
Michel Temer afirma que a China vai aumentar as compras de carnes do Brasil
O vice-presidente da República Michel Temer disse que a China se comprometeu
a agilizar o processo de habilitação de novos frigoríficos brasileiros
para aumentar a exportação de carne para o país asiático. Ele se
encontrou com o vice-primeiro ministro da China, Wang Yang. "Reiteramos
a expectativa em relação ao aumento do número de frigoríficos
brasileiros autorizados a exportar para a China e obtivemos do
vice-primeiro ministro o compromisso de agilizar o processo de
habilitação de novos frigoríficos", destacou Temer.
Em julho do
ano passado, o governo chinês concordou em retirar o embargo à carne
bovina brasileira, vigente desde 2012. As vendas foram suspensas em
função da suspeita de um caso da doença da vaca louca, em um animal
morto em 2010, em Sertanópolis (PR). O encontro de Michel
Temer e Wang Yang foi hoje (26) durante reunião da Comissão
Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, o mecanismo
de diálogo político de mais alto nível entre Brasil e China.
Na oportunidade, o
vice-primeiro ministro chinês informou também que os países esperam, em
breve, que um grupo de especialistas brasileiros, chineses e peruanos
inicie estudos de viabilidade para construção de uma ferrovia para ligar
o Brasil ao Oceano Pacífico, passando pelo Peru. A chamada
Ferrovia Transoceânica está em um dos 35 acordos firmados entre a
presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, em
maio, quando ele esteve no Brasil.
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