quarta-feira, 29 de abril de 2015

BNDES confirma redução para 50% da fatia máxima financiável dos projetos de usinas de energia

      O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) confirmou nesta quarta-feira, 29, que reduzirá para 50% a fatia máxima financiável dos projetos de usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas movidas a carvão, gás natural e biomassa a serem licitados no leilão A-5, marcado para quinta-feira. O financiamento máximo de 70% do valor do investimento ficará restrito às hidrelétricas abaixo de 30 MW e demais energias renováveis.

      As condições de crédito foram confirmadas pelo Bndes em nota, seguindo a sinalização do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de reduzir o tamanho da instituição de fomento. A taxa de juros será TJLP (taxa de juros de longo prazo, hoje em 6,0% ao ano) mais 1,2% ao ano de remuneração do Bndes, acrescido de taxa de até 2,87% ao ano a título de remuneração de risco. O prazo será de até 20 anos, para hidrelétricas de qualquer capacidade, e de até 16 anos, para as demais energias renováveis e para energias não-renováveis.

      O banco estatal também inseriu nas condições de crédito para o leilão A-5 um mecanismo de incentivo para a emissão de debêntures de infraestrutura, que já vinha sendo utilizado: o concessionário que emitir os papéis incentivados poderá converter o sistema de amortização da dívida do Sistema de Amortização Constante (SAC) para Price.

Congresso Mundial do Vinho será realizado em outubro, em Bento Gonçalves (RS)


       O Congresso Mundial do Vinho, em 2016, será realizado em Bento Gonçalves (RS), de 24 a 28 de outubro. A decisão deve ser anunciada oficialmente em julho, na Alemanha, durante o encontro deste ano. O congresso é conhecido por definir as diretrizes para o setor, como as recomendações para boas práticas de produção de uva e vinho até condições adequadas para a conservação da bebida.

       O congresso é promovido pela Organização Mundial da Vinha e do Vinho (OIV). No ano passado aconteceu na Argentina, com a presença de mais de cem brasileiros, entre representantes do setor e de órgãos federais, como a Embrapa Uva e Vinho e o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

       O chefe da delegação brasileira e da Coordenação-Geral de Vinhos e Bebidas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Helder Borges, diz que a realização do congresso no país possibilitará maior participação do setor nacional e da área científica brasileira nas discussões internacionais. “É um encontro que induz o desenvolvimento de novos projetos científicos e serve para mostrar ao mundo vitivinícola a nossa realidade”, avalia.
 

Amcham organiza visita a estados agrícolas dos EUA visando a preparar produtores para aumento da demanda global por alimentos


 
       A Amcham (Câmara Americana de Comércio) está organizando uma comitiva que vai percorrer de16 a 23 de maio os principais estados agrícolas dos Estados Unidos. O objetivo é levantar soluções de produção sustentável, tecnologia e logística agrícola voltadas para o agronegócio brasileiro. A missão empresarial visitará os estados de Iowa, Illinois e Texas acompanhando casos de sucesso da cadeia americana do agribusiness. As inscrições estão abertas até 30 de abril, e os interessados podem entrar em contato por telefone (11 5180-3614) ou e-mail (missões@amchambrasil.com.br). 

       A iniciativa visa a preparar os produtores nacionais para o aumento da demanda global por alimentos, conhecer melhores práticas no mercado americano e estudar possíveis parcerias. Segundo estudo da DuPont,  se a economia do mundo crescer a um ritmo de 3% ao ano, 2,4 milhões de hectares terão de ser adicionados na produção mundial. “Investir em produtividade e competitividade através de aprimoramento é fundamental neste cenário”, avaliou a executiva da Amcham, Camila Moura. 

      A agenda da missão abrange visitas a empresas e associações focadas em produção sustentável (animal e vegetal), benchmarking com companhias referência em controle e proteção da produção agrícola, visitas de campo focadas em soluções em supply chain (desde relacionamento com fornecedores, passando por armazenagem, transporte e distribuição nacional e internacional), e reuniões com entidades que lideram avanços tecnológicos e pesquisas na cadeia agrícola americana.

Prejuízo da Fiat Chrysler na América Latina é compensado por forte lucro nos Estados Unidos

      O grupo Fiat Chrysler Automobiles anunciou nesta quarta-feira (29) que teve, no primeiro trimestre deste ano, prejuízo operacional ajustado de 71 milhões de euros na América Latina, depois de registrar queda no lucro por três trimestres consecutivos na região. A montadora é líder em volume de veículos vendidos no continente.

      Os ganhos na América do Norte, no entanto, apresentaram forte alta, permitindo à Fiat garantir lucro líquido geral de 92 milhões de euros entre janeiro e março, revertendo perdas de 173 milhões de euros no mesmo período de 2014. Na linha operacional, a Fiat teve lucro de 800 milhões e a América do Norte respondeu por dois terços deste montante.

      Na Europa, a empresa mostrou lucro operacional de 25 milhões no trimestre. Já na região da Ásia e do Pacífico, o lucro diminuiu. Com resultados positivos na Europa por dois trimestres seguidos, a Fiat agora precisa lidar com a desaceleração econômica no Brasil, onde as vendas de veículos caíram 14% no primeiro trimestre, e no restante da América Latina. Imagem: Fiat Freemont, top de linha da marca ítalo-americana.

Cargueiro da Maersk é forçado a desviar seu curso pela Marinha do Irã no Estreito de Ormuz

       O cargueiro Tigris, da armadora dinamarquesa Maersk, com bandeira das Ilhas Marshall, foi forçado nesta terça-feira a desviar seu curso pela Marinha iraniana para um porto do país quando estava na altura do Estreito de Ormuz, informou o Pentágono. Pelo menos cinco navios iranianos forçaram a embarcação a seguir para a ilha iraniana de Larak, depois de disparos de advertência diante da proa, conforme o Departamento de Defesa norte-americano.

      Por volta das 09H00 GMT (06H00 de Brasília), pelo menos cinco barcos da denominada Guarda Revolucionária de Teerã abordaram o navio no Estreito de Ormuz, em águas iranianas, e exigiram que desviasse para Larak. O capitão do cargueiro declinou o pedido e uma das embarcações iranianas abriu fogo. Depois, o cargueiro "acatou a solicitação iraniana e entrou em águas iranianas nas proximidades de Larak Island", relatou o porta-voz do Pentágono, coronel Seteven Warren, esclarecendo que não havia americanos a bordo do cargueiro. Homens da Guarda Revolucionária abordaram o navio, que emitiu um pedido de socorro através de uma rádio de canal aberto e o Comando Central Militar dos EUA escutou, ordenando o envio de um destróier, o "USS Farragut", para o local.

      O destróier recebeu instruções "para se deslocar à máxima velocidade para a localização mais próxima do Tigris Maersk", informou Warren, embora fosse "improvável" que a embarcação americana entrasse em águas territoriais do Irã. O Comando Central também determinou que aviões militares monitorem a situação do alto, acrescentou. O incidente ocorreu em meio a tensões crescentes na região, enquanto a Arábia Saudita e seus aliados do Golfo Pérsico realizam ataques aéreos no Iêmen contra os rebeldes xiitas huthis, apoiados pelo Irã. Os Estados Unidos proporcionaram apoio de inteligência e abastecimento em voo para as forças da coalizão liderada pelos sauditas.

      O cargueiro fez sua última parada no porto de Jidá, no Mar Vermelho - na costa saudita -, segundo o site maritimetraffic.com, e estava navegando pelo Estreito entrando no Golfo. Não estava claro ainda se o porto de escala teve alguma relação com a decisão iraniana de tomar o controle do navio, em um momento que Teerã está em plena disputa de poder entre Arábia Saudita e Irã no Iêmen. O portavoz do Pentágono destacou que era cedo demais para dizer se o incidente representava uma tentativa do Irã de perturbar o comércio nesta via. Segundo a agência de notícias iraniana Fars, uma disputa comercial foi a causa da detenção do navio. Ainda de acordo com esta fonte, o navio "teve uma disputa com a administração dos portos iranianos que receberam uma ordem de confisco de um tribunal".

      Ao ser interceptado, o navio transitava em uma rota marítima usada comumente por embarcações comerciais, que se encontra em águas territoriais iranianas, segundo funcionários americanos. De acordo com o direito marítimo internacional, no Estreito de Ormuz, navios comerciais têm o direito de cruzar as águas iranianas, sob o princípio do "direito de passagem inofensivo". Os Estados Unidos defendem e ajudam financeiramente as Ilhas Marshall, mas autoridades americanas não informaram se estes vínculos com o arquipélago obrigam Washington a agir. "Temos certas obrigações, atualmente estamos trabalhando neste tema", concluiu o coronel Warren.

Porto de Paranaguá lidera movimentação de soja e congelados de janeiro a março

      O porto de Paranaguá foi a principal via de escoamento da produção brasileira de farelo de soja, óleo vegetal e congelados nos três primeiros meses de 2015. O terminal paranaense líderou na movimentação destes produtos, em comparação com os demais portos brasileiros. Com os recentes investimentos feitos na estrutura o complexo portuário também ganhou espaço na exportação de milho e de álcool.

      “Estamos resgatando a confiança dos usuários e produtores rurais, que notam os investimentos realizados nos últimos anos para dar mais eficiência ao porto”, argumentou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Foram investidos nos últimos quatro anos R$ 511 milhões em obras de melhoria, infraestrutura e novos equipamentos.

      Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a venda de farelo saindo de Paranaguá para outros países aumentou 12% em relação aos primeiros meses de 2014, passando de 904 mil toneladas para 1,013 milhão de toneladas escoadas neste ano. O segundo lugar foi Santos (SP), que movimentou 880 mil toneladas do produto.

      Na exportação de óleo vegetal, o crescimento foi ainda mais significativo: 13,4%, com 192 mil toneladas – o que representa quase 60% de tudo que é escoado do produto em todos os portos brasileiros. Neste período, o segundo lugar, Rio Grande (RS), embarcou 53 mil toneladas. Ja os embarques de congelados de janeiro a março, somaram 360 mil toneladas, ante 330 mil toneladas em igual período de 2014, assegurando ao terminal o segundo lugar entre os portos brasileiros. Itajaí (SC) e Santos (SP) ficaram com a segunda e terceira maior movimentação, com 341 mil toneladas e 205 mil toneladas, respectivamente.

    

Presidente da Petrobras garante que estatal tem interesse na conclusão das duas plataformas contratadas em Rio Grande

      O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, garantiu ao senador gaúcho Lasier Martins (PDT), que a estatal tem interesse na conclusão das duas plataformas com contratos para serem construídas em Rio Grande (RS). A declaração foi dada durante audiência pública conjunta no Senado ontem. Segundo Bendine, já foi assinado memorando entre os envolvidos na obra que permitirá um redesenho das encomendas. "Acho que teremos notícias positivas num espaço de 90 dias, tão logo haja uma decisão sobre este negócio, é interesse nosso, inclusive aquelas duas plataformas são vitais à Petrobras", revelou o presidente da estatal. Os equipamentos são a P-75 e a P-77.