sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

África do Sul comunica abertura do mercado à importação de carne do Brasil


     As autoridades sanitárias da África do Sul comunicaram ao governo brasileiro a decisão de reabrir o mercado daquele país às compras do Brasil de carne bovina desossada, bem como o recebimento da confirmação dos estabelecimentos nacionais produtores de carne suína in natura para processamento que poderão exportar àquele país. A África do Sul havia embargado a entrada desses produtos em 2005, pela ocorrência de febre aftosa e em 2012, pelo caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) no Brasil. Seguiram-se negociações sanitárias do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), em parceria com o MRE (Ministério das Relações Exteriores, e também a Embaixada do Brasil em Pretória, para a reabertura desse mercado, as quais ganharam novo impulso com a designação de Adido Agrícola, para representar os interesses do agronegócio brasileiro naquele país em 2010. A atividade do Adido Agrícola beneficiou-se, ainda, do trabalho da Missão do Brasil junto à OMC (Organização Mundial do Comércio) e da atuação do Adido Agrícola em Genebra. A partir desta abertura, o Mapa espera que o Brasil consiga exportar US$ 7 milhões anuais em carne suína e US$ 12 milhões em carne bovina para os sul-africanos, diversificando ainda mais os destinos do agronegócio, em especial a carne suína, setor em que as exportações brasileiras são concentradas em poucos mercados. O acesso ao mercado da África do Sul também pode levar à abertura de mercados em outros países do continente como os dos membros da União Aduaneira Sul Africana (SACU). Imagem: Cidade do Cabo.
 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Marcos Montes assume presidência da Frente Parlamentar Agropecuária


     O deputado Marcos Montes (PSD-MG) assumiu a presidência da FPA (Frente Parlamentar Agropecuária), em substituição ao deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS). "Nossa gestão vai trabalhar em todos os sentidos pelo fortalecimento do Ministério da Agricultura e das entidades que representam os produtores rurais. Seremos intransigentes na defesa do setor mais exitoso da nossa economia, mas que nem sempre mereceu o apoio e os estímulos necessários ao seu desenvolvimento e à sua pujança", disse Montes. A FPA, que reúne cerca de 200 parlamentares, tem hoje, segundo o deputado, "uma estrutura da mais alta qualidade, capacitada para prestar consultoria e assessoria a todos os segmentos do agronegócio brasileiro. O novo titular foi empossado para o biênio 2015/16 numa concorrida cerimônia que contou com a presença do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, do ex-governador mineiro, senador Antônio Anastasia, e dos ministros da Agricultura, Kátia Abreu; das Cidades, Gilberto Kassab, das Relações Institucionais, Pepe Vargas e da Ciência e Tecnologia, Aldo Rabelo. Estiveram presentes também três ex-ministros de Estado - Alysson Paulinelli, Neri Geller (Agricultura) e Odacir Klein (Transportes). Dezenas de deputados, senadores e presidentes de entidades representativas do agronegócio, como o presidente do SindiTabaco, Iro Schunke.


Estados Unidos lideram importações de produtos agropecuários brasileiros em janeiro


     Os cinco países que mais importaram produtos agropecuários brasileiros em janeiro somaram US$ 1,67 bilhão. Segundo o Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio (Agrostat), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em primeiro lugar ficaram os Estados Unidos (US$ 478,5 milhões), seguido pela China (US$ 377,2 milhões) e Países Baixos (US$ 356,6 milhões). Em quarto colocado ficou a Indonésia (US$ 243,3 milhões) e, em quinto a Alemanha (US$ 219,9 milhões). No total, 182 países importaram produtos do Brasil em janeiro, num valor total de US$ 5,64 bilhões, e os cinco primeiros representam mais de 29,7% da participação. Os produtos florestais foram destaque nas importações pelos Estados Unidos e atingiram a cifra de US$ 131,1 milhões. No setor, a madeira foi o produto mais importado, com o montante de US$ 69,1 milhões. Em seguida está o café, com a soma de US$ 102,2 milhões. Em terceiro ficou o complexo sucroalcooleiro, com importações que alcançaram US$ 74,2 milhões, sendo que o álcool foi responsável por US$ 59,9 milhões.  Em relação à China, os produtos florestais também foram os mais importados pelo país, com US$ 172,8 milhões. O destaque do setor foi a celulose, que somou US$ 161,3 milhões. Em segundo lugar está o açúcar, com US$ 66,9 milhões importados. O couro, produtos de couro e peleteria ocuparam a terceira posição, com o montante de US$ 52,7 milhões. O farelo de soja foi o produto mais importado pelos Países Baixos em janeiro deste ano, com US$ 99,0 milhões. Em seguida estão os produtos florestais, com a soma de US$ 93,7 milhões, sendo que US$ 91,2 milhões foram de celulose. Em terceiro lugar ficaram as carnes, com US$ 58,3 milhões. Nesse setor, a carne de frango foi a mais comprada, com a cifra de US$ 33,9 milhões. Quanto à Indonésia, o açúcar foi o produto mais importado do Brasil, com US$ 79,3 milhões. Em seguida estão os cereais, farinhas e preparações, com US$ 67,5 milhões e farelo de soja, com US$ 58,9 milhões. Em relação à Alemanha, o destaque foi o café, que somou US$ 119,4 milhões, seguido pelo farelo de soja, com importações por esse país que atingiram o montante de US$ 24,9 milhões. Em terceiro lugar ficaram as carnes, que somaram US$ 15,1 milhões, sendo que US$ 9,0 milhões foram de carne de frango.
 

Porto do Rio Grande corta cargos em comissão para conter custos



     A Superintendência do Porto do Rio Grande está realizando levantamento de todos os contratos de estágios e nomeações de cargos em comissão. Seguindo orientação do governo do estado, a atual gestão irá diminuir o número de pessoas que trabalham na autarquia. “Assim como o Executivo, as autarquias também precisam contribuir para a diminuição de despesas do estado. Por isso, estamos adaptando cargos e funções para essa realidade”, afirma o superintendente Janir Branco. Será realizado um corte de 35% dos cargos em comissão e 50% dos estágios. Segundo levantamento realizado pela Divisão Administrativa, até dezembro de 2014 eram 35 cargos em comissão e 32 estágios remunerados. “Os cargos criados na administração passada serão revistos e mantidos aqueles que sejam indispensáveis, seguindo avaliação focada na situação financeira do estado, à qual o Porto deve se reportar”, explica o superintendente. Nenhuma nomeação está sendo realizada sem antes ser aprovada a necessidade do cargo por uma comissão que reúne a autarquia e o Executivo. “Nossa preocupação é com a funcionalidade do porto e com a contenção de despesas. O momento é crítico e por isso é necessário esse esforço conjunto de todos que participam do governo”, conclui o superintendente. Sobre os estágios, as renovações contratuais estão suspensas.

Superintendência do Porto do Rio Grande examina gestão ambiental com comunidade da Mangueira



     A Superintendência do Porto do Rio Grande, através do Programa de Educação Ambiental (ProEA) realizou na noite dessa quarta (25), capacitação em reunião comunitária com os moradores da Vila Mangueira que contou com a parceria da Polícia Comunitária. Na pauta, a importância da autogestão no contexto da vida comunitária, e capacitação para o momento que a comunidade vive: a formação de chapas e posterior processo eleitoral para escolha do novo presidente da Mangueira. Em reuniões anteriores, os próprios moradores manifestaram a necessidade de uma mediação formativa, para que houvesse a compreensão desse processo de escolha do presidente do bairro, e a importância disso para a vida de todos que ali residem. Foi a partir daí que a mediação da gestão ambiental da SUPRG organizou um diálogo participativo, trazendo ao grupo de moradores a questão do engajamento popular na vida comunitária.


Naviland Cargo amplia oferta de transporte em Le Havre, na França

     A Naviland Cargo desenvolveu um plano de transporte reforçando sua oferta em Le Havre, França, a partir de janeiro deste ano. O trajeto para Estrasburgo passou de 3 para 5 serviços semanais, levando contêineres dry e ISO tank. As alternativas adicionais de transporte foram estabelecidas visando a atender ao aumento dos volumes transitando por Haropa Porto de Le Havre. Elas permitem que os agentes econômicos das cidades portuárias de Le Havre e Estrasburgo beneficiem-se de uma maior capacidade de intercâmbio com a Alsácia, Lorena, Alemanha e norte da Suíça. O serviço Gevrey (Dijon) – Le Havre, desde junho do ano passado, reforçou os serviços ferroviários da Naviland Cargo atendendo Valenton (Paris), Lyon, Bordeaux, Cognac, Toulouse, etc. Há, ainda, um procedimento aduaneiro ferro-marítimo adequado para este serviço, facilitando as condições de liberação alfandegária. A evolução se encaixa na estratégia de Haropa  em relação ao desenvolvimento da oferta do modal ferroviário atendendo seus terminais e, futuramente, sua nova plataforma multimodal.

Ferroeste moderniza frota e movimenta quase 800 mil toneladas de cargas


     A Ferroeste (Estrada de Ferro do Paraná) fechou o ano passado com aumento de 26% na movimentação de cargas em relação a 2013. O volume transportado foi de 770 mil toneladas úteis, das quais 39,7% foram destinadas ao mercado externo. Parte deste desempenho resultou da aquisição de novas locomotivas e a otimização dos processos operacionais. O faturamento do período foi de R$ 15,2 milhões, 24% a mais em relação a 2013. Os cimentos e fertilizantes contribuíram com 32% das cargas transportadas, dos quais 28,3% corresponderam ao fluxo interno entre Cascavel e Guarapuava.  Foram destaques também na movimentação a soja a granel, contêineres frigorificados, cimento, milho, combustíveis e óleo vegetal.
A companhia também aumentou quatro vezes a sua média de transporte de contêineres, que era de 200 unidades. O desempenho decorreu da implantação do novo terminal de congelados da Cotiguaçu, em Cascavel.