A ministra da Agricultura e Pecuária, Kátia Abreu, comemorou, nesta quinta-feira (10), a estimativa de produção de
101,2 milhões de toneladas de soja para a safra 2015/2016, divulgada pela
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas ela afirmou que o país precisa
oferecer condições para que os agricultores brasileiros agreguem valor ao grão
exportado.
Para a ministra, o país poderia exportar mais soja processada (farelo e óleo),
não fosse a variação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), cobrado quando esse tipo de produto é transportado entre estados.
“Precisamos melhorar a agregação de valor na nossa exportação de soja. O que
atrapalha muito é a variação de ICMS no Brasil. Ninguém quer importar imposto,” disse.
A soja foi o destaque do 6º levantamento da produção de grãos da Conab. Com a
previsão de 101,2 milhões de toneladas na safra 2015/2016, a oleaginosa vai
superar em 5 milhões a colheita do ciclo anterior. O bom resultado se deve aos
ganhos de 3,6% de área plantada e de 1,5% de produtividade.
No total, a companhia aponta que a produção de grãos desta safra
alcançará 210,3 milhões de toneladas, volume 1,3% maior do que a 2014/15, de
207,7 milhões.
“Cada vez mais, a soja significa, para o mundo, um produto muito brasileiro e
já alcança várias partes do planeta”, destacou a ministra, durante a
divulgação dos dados. Kátia salientou que o projeto de reforma do ICMS, em
tramitação no Congresso Nacional, ajudará a alavancar ainda mais as exportações
do grão.
“Muitos reclamam, com razão, por que o Brasil exporta tanto grão e não exporta
farelo e óleo. Os culpados somos nós mesmos”, assinalou. “Esperamos que o
Congresso Nacional possa compreender o quanto isso tem travado o país.
Entendemos e respeitamos a preocupação de cada governador, mas acredito que o
que for para um determinado estado tem que ser bom para o país inteiro”, ressaltou.
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