A China é hoje a principal parceira do agronegócio brasileiro.
Dados da balança comercial do setor – divulgada esta semana pela Secretaria de
Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa) – mostram um crescimento expressivo nas
importações chinesas de produtos agropecuários do Brasil. As exportações quase
dobraram em fevereiro último, em relação ao mesmo período de 2015, passando de
US$ 513,5 milhões para US$ 1 bilhão, o que representa uma alta de 94,9%.
Em volume, as compras do mercado chinês saltaram de 997,5 milhões de toneladas
para 2,3 bilhões de toneladas, na comparação entre os dois meses.
A soja em grão é o carro-chefe das exportações brasileiras para
a China. Em fevereiro deste ano, os embarques do produto somaram US$ 555,3
milhões (1,59 milhão de toneladas), ante US$ 193,2 milhões (492,7 mil
toneladas) de igual mês do ano passado. Em segundo lugar, aparece a celulose,
que passou de US$ 136,7 milhões (292,1 mil t) para US$ 166,4 milhões (372,6 mil
t), na comparação dos dois períodos. O açúcar de cana ou beterraba ocupa a
terceira posição: de US$ 38 milhões (121,3 mil t) para US$ 61,7 milhões (221,6
mil t). A seguir, vêm os couros e peles de bovinos, com vendas externas de 53,4
milhões (17,1 mil t) no mês passado.
As carnes também estão entre os produtos brasileiros mais
importados pelos chineses. A carne de frango ocupa a quinta posição no ranking
das exportações agropecuárias brasileiras para aquele mercado. As vendas do
produto saíram de US$ 40,6 milhões (20,5 mil t), em fevereiro de 2015, para US$
52 milhões (30 mil t), no mês passado.
Em sexto lugar está a carne bovina, que voltou a ser comprada
pela China desde o final do ano passado. As vendas do produto alcançaram US$
47,5 milhões em fevereiro último, o equivalente a 11,1 mil toneladas. Em
dezembro de 2012, o governo chinês embargou a carne bovina brasileira, por
causa de notificação do caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) no
Paraná.
No primeiro semestre de 2014, o país asiático suspendeu as restrições.
No ano passado, foram habilitados frigoríficos do Brasil para exportar carne
bovina para a China. E os maiores volumes começaram a ser registrados a partir
deste ano.
A viagem da ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e
Abastecimento) à China, em novembro de 2015, foi decisiva para ampliar o número
de estabelecimentos exportadores de carnes. “O mercado chinês, tendo em vista a
sua qualidade e competitividade da carne bovina brasileira, é o maior entre
todos os outros importadores do produto”, diz o diretor de Negociações Não
Tarifárias da SRI, Odilson Silva.
Cereais, papel, algodão e produtos têxteis e madeira completam a
lista dos dez principais itens da pauta de exportação agrícola do Brasil para a
China. Em fevereiro último, os embarques de cereais atingiram US$ 14,5 milhões
(88,7 mil t). Já as vendas de papel somaram US$ 9,2 milhões (11,5 mil t), as de
algodão e produtos têxteis, US$ 7,9 milhões (5,4 mil t) e as de madeira, US$
6,1 milhões (18,7 mil t).
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