Esta é a segunda vez que a empresa dispensa funcionários para enfrentar a crise. Em junho, logo após ter sido anunciada oficialmente a perda de metade das linhas operadas pelo porto, 30 trabalhadores do setor administrativo foram dispensados.
Na época, a APM Terminals emitiu um comunicado em que afirmava que a medida foi tomada devido à situação econômica do país, à redução na movimentação de cargas, à alta competitividade entre os terminais catarinenses e à assimetria de negócios em relação aos terminais privados. Desta vez, a empresa não se manifestou sobre os cortes.
Os funcionários dispensados atuavam na operação de equipamentos que tiveram a atuação reduzida com a menor quantidade de cargas. No Ogmo, vão retomar as escalas de arrumadores, que vinham sendo supridas por estivadores.
Apesar do corte, a busca por novas cargas (não conteinerizadas) em Itajaí amenizou as perdas dos trabalhadores portuários. O reflexo foi a volta ao trabalho de 50 dos 70 portuários que haviam se licenciado do Ogmo no ano passado. As categorias, que chegaram a amargar redução de mais de 60% nos salários, devido à redução de escalas, fecharam reajustes de até 15%, dependendo da função e das escalas, com os sindicatos patronais.
Extraoficialmente, as informações no mercado são de que a APM Terminals vai tentar reverter os prejuízos na nova rodada de negociação de linhas portuárias, que já está em andamento. Uma possível recuperação só será sentida no segundo semestre.
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