O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul recuou 0,6% no
segundo trimestre de 2015, em relação ao mesmo período de 2014. A queda foi bem menor do que a do PIB brasileiro no
mesmo trimestre, que ficou -1,9%. A indústria de transformação gaúcha foi a
responsável pelo desempenho negativo, com queda de 9,1% no produto. Enquanto
isso, a agropecuária amenizou o tombo maior da atividade, com alta de 15,6%,
efeito da supersafra e que se concentra no primeiro semestre do ano.
Segundo a Fundação de Economai e Estatística (FEE), esta foi
a quinta queda consecutiva em trimestre, que valida a recessão técnica. Serviços
também entraram na onda do decréscimo, com -1,2%. Os impostos, que hoje estão
no olho do furacão devido à crise aguda das finanças estaduais, refletiu a
baixa atividade industrial e comprimiu 4,8%. A agropecuária, segundo a FEE,
ajudou a amenizar o dano maior ao valor Adicionado Bruto (VAB), que caiu menos
que o PIB geral, em 0,1%.
A concentração
da comercialização da safra da soja, cuja
produção cresceu 20,4% frente a 2014, turbinou o indicador, evitando a
corrosão, que já era esperada. Na indústria, as maiores quedas foram em
veículos automotores, reboqueques e carrocerias, chegando a 28,24%, e
máquinas e equipamentos (-25,1%). No comércio, a venda de veículos,
motocicletas e peças teve queda de 21%.
Em 12 meses, a taxa geral do PIB acumula
recuo de 0,9%, com a indústria mais uma vez à frente da deterioração do
indicador (-5,9%), seguida de -3,1% dos impostos e -0,6% no VAB. Já os serviços
ficaram estáveis (0%) e a agropecuária cresceu 8,3%.
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