A Petrobras decidiu concentrar esforços na venda da Gaspetro, depois do adiamento por tempo indeterminado da venda da BR Distribudora. Nove empresas manifestaram, sozinhas ou por meio de associações,
interesse na subsidiária que detém participações em quase todas as
distribuidoras de gás canalizado do país, acabaram permanecendo na disputa apenas duas
asiáticas: a chinesa Beijing Gas e a japonesa Mitsui (que já é
sócia da Petrobras em oito distribuidoras de gás no Brasil).
A relação de interessados pela Gaspetro incluía gigantes como
a franco-belga Engie (antiga GDF-Suez), a Gas Natural Fenosa (que
controla a CEG Rio e a Gas Natural SPS), a americana Washington Gas, a
Cosan (controladora da Comgás), a também japonesa Marubeni (que ficou em
terceiro lugar na avaliação da Petrobras), além da Mitsui e da Beijing
Gas.
Como sócios investidores interessados em entrar como financiadores -
e que desistiram sem avançar em propostas - estavam o Gávea
Investimentos e o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), que
detém ativos de 268 bilhões de dólares canadenses. O modelo de venda que garante que a Petrobras se mantenha na gestão do negócio, não atraiu os grandes operadores mundiais, acostumados a movimentar volumes gigantescos de gás, como a Gas Natural Fenosa e a Engie.
O
JP Morgan e a Brasil Plural estimam em US$ 2,6 bilhões o valor contábil
da área de distribuição da Gaspetro, com base no exercício de 2014. Se a
Petrobras optar por vender 49% da subsidiária, poderia arrecadar US$
1,3 bilhão, mas o Ebitda da estatal seria reduzido em até US$ 1 bilhão
por ano, segundo o JP Morgan.
O plano de venda de ativos da
Petrobras - de US$ 58 bilhões até 2019 - é considerado uma oportunidade
para atrair investimentos para o setor em um momento em que a estatal
perdeu fôlego e foca na exploração e produção do pré-sal, ao mesmo tempo
em que a dívida aumenta com a desvalorização do real.
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