A presidente Dilma Rousseff, no final de reunião de emergência realizada com sua coordenação política, nesta quinta-feira, 10, rejeitou que o
rebaixamento da nota de crédito do Brasil configure um "cenário
catastrófico" para o país. A presidente, no entanto, pediu urgência para sua equipe anunciar
cortes de gastos públicos, incluindo principalmente os relacionados à
reforma administrativa, que seria concluída somente no fim do mês.
Durante
a reunião, Dilma disse a sua equipe que é preciso ter "unidade"
dentro do governo e "agilidade e urgência" na definição de cortes de
despesas. Só depois, segundo ela, o Executivo vai negociar com o
Congresso medidas de aumento de receitas, "transitórias", até conseguir o
reequilíbrio das contas públicas.
Segundo assessores
presidenciais, as medidas de cortes de gastos serão anunciadas nos
próximos dias, não descartando a possibilidade de algumas delas serem
editadas ainda nesta quinta, em entrevista coletiva do ministro Joaquim
Levy (Fazenda), prevista para a tarde.
O governo
prometeu cortar na "carne". Além disto, será feito um "pente fino" nos
programas sociais, para melhorar a gestão destes gastos e combater
fraudes caso elas ainda existam. Ficou descartado, porém, cortar
programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
Na
quarta-feira (9), a agência Standard & Poor's, uma das três mais importantes do mundo, rebaixou a nota de
crédito do Brasil de BBB- para BB+, tirando dessa forma o selo de bom
pagador do Brasil. A avaliação de Dilma sobre o rebaixamento é de que o governo precisa emitir
sinais de segurança ao mercado "o quanto antes".

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