quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Dilma nega "cenário catastrófico" com rebaixamento da nota da S&P, mas diz que o governo precisa emitir sinais de segurança "o quanto antes"

         A presidente Dilma Rousseff, no final de reunião de emergência realizada com sua coordenação política, nesta quinta-feira, 10, rejeitou que o rebaixamento da nota de crédito do Brasil configure um "cenário catastrófico" para o país. A presidente, no entanto, pediu urgência para sua equipe anunciar cortes de gastos públicos, incluindo principalmente os relacionados à reforma administrativa, que seria concluída somente no fim do mês. 
          Durante a reunião, Dilma disse a sua equipe que é preciso ter "unidade" dentro do governo e "agilidade e urgência" na definição de cortes de despesas. Só depois, segundo ela, o Executivo vai negociar com o Congresso medidas de aumento de receitas, "transitórias", até conseguir o reequilíbrio das contas públicas.
         Segundo assessores presidenciais, as medidas de cortes de gastos serão anunciadas nos próximos dias, não descartando a possibilidade de algumas delas serem editadas ainda nesta quinta, em entrevista coletiva do ministro Joaquim Levy (Fazenda), prevista para a tarde. 
         O governo prometeu cortar na "carne". Além disto, será feito um "pente fino" nos programas sociais, para melhorar a gestão destes gastos e combater fraudes caso elas ainda existam. Ficou descartado, porém, cortar programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. 
         Na quarta-feira (9), a agência Standard & Poor's, uma das três mais importantes do mundo, rebaixou a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, tirando dessa forma o selo de bom pagador do Brasil. A avaliação de Dilma sobre o rebaixamento é de que o governo precisa emitir sinais de segurança ao mercado "o quanto antes".

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