quinta-feira, 10 de setembro de 2015

APM investe em outros países da América Latina por causa da demora na liberação das licitações dos terminais portuários no Brasil

         A demora na liberação das licitações dos terminais portuários públicos tem feito o Brasil perder investimentos para outros países, que antes estavam programados para cá. Uma relação com 160 áreas dentro dos portos administrados por estatais são promessa do governo desde 2012 para serem colocadas em leilão.
          A APM Terminals, uma das interessadas que aguarda liberação, tem aprovado um plano de investimentos até 2017 de quase R$ 10 bi para investir na América Latina. Na previsão, estão terminais no Brasil, principalmente de contêineres, nas regiões Norte e Nordeste do país.
          Enquanto não se resolve a situação no Brasil, a companhia faz aquisições em outras regiões das Américas, como no México, onde estão sendo aplicados US$ 900 milhões em um novo terminal para o transporte de contêineres em Michoacán.                 
          A empresa também assinou contrato para um novo terminal em Cartagena, Colômbia, no valor de US$ 200 milhões. Além disso, esse mês foi anunciada a compra pela APM do Espanhol Grup Martim TCB, que tem participação em dez terminais na América Latina.
           O atraso nos leilões, segundo a SEP (Secretaria Especial de Portos), se deve às recomendações do TCU (Tribunal de Contas da União) e também para que fosse possível racionalizar o formato das concorrências.
           Os leilões que estavam mais adiantados, o grupo de 29 áreas em Santos e Belém, tiveram que se reestudados. Para as 160 áreas, os primeiros estudos ainda estão sendo feitos. A previsão é que os investimentos cheguem a R$ 12 bi para ampliação dessas áreas.

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