A
Embraport, terminal portuário privado instalado
na margem esquerda do porto de Santos (SP), começou as operações
ferroviárias do seu novo pátio. A
operação inicial foi realizada em parceria com a MRS Logística, que é a empresa
responsável pela concessão da linha férrea, e faz parte de um contrato de longo
prazo com a LG para carregamento de aproximadamente 250 contêineres por semana
(500 TEUs/unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).
A MRS vai oferecer inicialmente o serviço de
transporte de cargas dentro das rotas
já utilizadas pela companhia: Santos-Sumaré,
Santos-Vale do Paraíba e Santos-Suzano.
O
pátio foi construído em uma área de 20 mil metros quadrados e recebeu
investimentos de R$ 40 milhões de reais, durante seis meses de obras. O
trecho interno comportará até 900 metros de extensão em uma operação de bitola
mista, que terá capacidade para movimentar 200 mil TEUs por ano. O desvio
atende, inclusive, vagões "double stack" (que recebem dois
contêineres empilhados).
O presidente da Embraport, Erns Schulze, destacou que o início das operações
ferroviárias faz parte do plano de expansão da empresa para se tornar um
provedor logístico completo. “É muito importante que tenhamos entreposto,
serviço de ‘crossdocking’ e ferrovia. Essas facilidades levam o cliente a
enxergar a Embraport como uma opção global”, disse. Atualmente,
a ferrovia responde por apenas 2% das cargas conteneirizadas que chegam ao
Porto de Santos. A meta da Embraport é que, no longo prazo, os trens respondam
por até 10% das cargas.
A
Embraport também está investindo na construção de um novo armazém alfandegado
de cinco mil metros quadrados que concentrará todas as atividades inerentes ao
contêiner, como consolidação e desconsolidação de cargas fracionadas e
"crossdocking" (a estufagem e desova direta para caminhões). O
projeto receberá um investimento de R$ 11,8 milhões e deverá estar pronto até o
final de 2015.

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