Com o pior desempenho entre os diversos segmentos da indústria
automobilística brasileira no primeiro trimestre, o setor de caminhões
deverá apresentar uma retomada gradual ao longo de 2015, mas ainda
encerrará o ano com resultado pior que 2014. A aposta é de executivos
das principais montadoras, durante debate no VI Fórum da Indústria
Automobilística. Entre eles, a expectativa é de que as vendas internas
devem encerrar o ano entre 80 mil e 100 mil unidades, o correspondente a
quedas de 27% a 41% em relação aos 137 mil caminhões emplacados em
2014.
Para o diretor de vendas de caminhões da Volvo no
Brasil, Bernardo Fedalto, a queda nas vendas no primeiro trimestre
superou negativamente as expectativas do setor. De janeiro a março, os
emplacamentos caíram 36,16% ante igual período do ano passado, segundo
dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores
(Fenabrave). "Daqui para frente, a tendência é de melhora muito lenta,
gradual, de recuperação ao longo do ano", previu, ponderando que, apesar
da retomada, dificilmente o segmento alcançará o nível de 2014.
O
gerente de marketing e vendas da Ford Caminhões, Antonio Baltar,
avaliou que o pessimismo está instaurado na indústria de caminhões.
Segundo ele, a montadora tem sentido a crise de confiança na base de
clientes, que provoca adiamento de compras. O executivo prevê que a
indústria deve encerrar o ano com 100 mil caminhões vendidos. A projeção
é compartilhada pela Iveco. Para o vice-presidente da empresa no
Brasil, Marco Borba, essa recuperação gradual virá de "uma demanda
reprimida, que deve começar a acontecer no segundo semestre".
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