quarta-feira, 8 de abril de 2015

Exportação de soja já sofre consequências do incêndio em Santos

       A restrição ao acesso de caminhões, por causa do incêndio no terminal da Ultracargo na entrada do Porto de Santos (SP), que começou quinta-feira passada, já está afetando os estoques de soja de grandes empresas exportadoras. A informação é da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). 
      Segundo a entidade, o problema atinge as exportadoras que operam na margem direita do porto, que já não têm estoques suficientes para manter o ritmo de embarques. Conforme a Companhia de Docas do Estados de São Paulo (Codesp), diariamente, 5 mil caminhões circulam pela margem direita do porto, onde ficam 38 dos 55 terminais do complexo portuário. 
      “Os estoques do porto não seguram mais os embarques na margem direita”, afirmou o economista da Abiove, Daniel Furlan Amaral. No mês passado, a soja foi o principal produto de exportação do país. Com o escoamento da safra, a tendência é de crescimento da importância da leguminosa no resultado da balança comercial. 
      Apesar de um grande número de profissionais trabalhando para acabar com os últimos focos de chamas nas instalações da Ultracargo, os bombeiros enfrentam enormes dificuldades para debelar o incêndio no terminal de combustíveis.

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