A presidente Dilma Rousseff afirmou que a democracia e os
novos paradigmas políticos dos últimos anos, na América Latina,
inverteram a lógica da ação do Estado conferindo prioridade ao
desenvolvimento sustentável aliado à justiça social na região. As
declarações foram feitas na manhã deste sábado (11), na 1ª sessão
plenária da Cúpula das Américas, que ocorre no Panamá.
Dilma atribuiu os avanços ao rigor democrático da região e à
capacidade dos países latino-americanos de se organizarem em fóruns como
o Mercosul, a Aliança do Pacifico, a Unasul e a Celac (Comunidade de
Estados Latino-Americanos e Caribenhos), nos últimos anos. Para a
presidente, essa integração entre os países da América Latina e do
Caribe tem o papel de reduzir as desigualdades sociais e promover o
desenvolvimento da região.
"Hoje a América Latina e o Caribe têm
menos pobreza, menos fome, menos analfabetismo e menos mortalidade
infantil e materna. (...) Mas é preciso mais riqueza, dignidade,
educação e é isso o que vamos construir nos próximos anos", afirmou
Dilma Rousseff.
"Mas não podemos fechar os olhos para a persistência de
desigualdades, que ainda afetam, em diferentes graus, a todos os países
do hemisfério", acrescentou. A presidente também defendeu a necessidade
de se aumentar e consolidar a justiça social no continente.
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